Doce sabor do sucesso


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Nelise Helena Lima de Melo, 49, proprietária da Cookies Chocolate, abandonou a carreira de professora de balé para se dedicar à confecção de um dos melhores chocolates do País. Ao lado do marido e dos três f
Nelise Helena Lima de Melo, 49, proprietária da Cookies Chocolate, abandonou a carreira de professora de balé para se dedicar à confecção de um dos melhores chocolates do País. Ao lado do marido e dos três f
Três lojas (Franca, Araxá e Poços de Caldas) em dois Estados diferentes, São Paulo e Minas Gerais, uma fábrica numas das principais avenidas de Franca, a Presidente Vargas, e projeto para tornar a Cookies Chocolate uma franquia. Quem vê Nelise Helena Lima de Melo, 49, à frente dos negócios, não imagina o quanto ela batalhou para chegar a esse estágio. Casada, mãe de três filhos (21, 18 e 16 anos), ela precisou abdicar da paixão pelo balé clássico (Nelise era professora) para se dedicar à fabricação de chocolates. No início, o que era apenas um passatempo, em que os bolos serviam para presentear amigos, passou a ser fonte de renda da família. “Precisava ficar mais tempo com os meus filhos e cuidar da minha casa. Vi que poderia conciliar isso com a produção de bolos e chocolates caseiros”. Era o ano de 1993 e Nelise não ficou preocupada com as questões financeiras. “Se parasse para pensar no dinheiro talvez não teria desistido do balé”. Dedicada e confiante na nova empreitada, transferiu, depois de 20 anos de carreira, o amor às sapatilhas para a produção artesanal do doce feito à base de cacau e leite. De início, produzia e vendia os produtos na própria casa e a variedade era pequena, apenas pão de mel, bolachas e bolos. Além disso, não havia a intenção de abrir uma loja, mas ela viu que podia ir mais longe. Para isso, acreditou no seu potencial e garante, sem revelar valores, que investiu pesado em busca de aprimoramento de técnicas. “Sempre fui preocupada com a qualidade, inclusive não deixava ninguém me ajudar com medo do resultado final”. Hoje, ao provar um chocolate Cookies é nítido que o “egoísmo” valeu a pena, mas ela não parece satisfeita. A ex-professora dedica em média mais de 12 horas de trabalho na preparação, produção e nos procedimentos de embalagem, armazenamento e venda dos produtos. Ao lado do marido, que a ajuda na empresa, ou mesmo sozinha, participa de cursos e fez duas viagens ao exterior para conhecer novas técnicas e receitas. Os filhos também ajudam na administração das lojas. Os lucros, que ela não revela, são investidos no próprio negócio. De três ou quatros produtos diferenciados, tem hoje 200 receitas, muitas delas com frutas e bebidas. Entre os mais exóticos, que também figuram na lista dos mais pedidos, estão chocolates com extrato de violeta, extrato de tonca e com amarena, uma espécie de cereja. “Procuro me superar e criar novos desenhos e receitas. Antes, só trabalhava com o básico”. Os clientes agradecem e se surpreendem com a qualidade dos produtos. “Eles são mais finos, feitos com matéria-prima importada do Equador, Tanzânia e Venezuela. Quem entende de chocolate sabe o que está comendo e reconhece o valor do produto”, explica a empresária que, além de manter os três pontos de vendas, também atende pedidos de clientes de diferentes partes do País, como Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo. Na Cookies, o consumidor pode encontrar chocolates a partir R$ 1, caixas para presentear no valor médio de R$ 15, R$ 30 ou R$ 50, até embalagens com o preço de R$ 200. Mas, se engana aquele que pensa ser tudo “chocolates” na vida de Nelise. De acordo com ela, não foi fácil deixar a sua profissão de lado (inclusive ao lembrar dos tempos de balé, se emociona), depois ainda encontrou dificuldades para erguer o novo negócio. “Na produção de chocolates tudo é muito caro e precisa de atenção, dedicação. Para completar, o Brasil é um País tropical e as pessoas não valorizam o chocolate, falam que engorda, é gorduroso”. Nelise tenta provar o contrário. Há cinco meses, tirou a fábrica e a loja que mantinha em casa e as instalou em novos pontos. A fábrica foi para a Avenida Presidente Vargas e a loja ganhou um novo espaço na Rua Monsenhor Rosa, Centro. “Resolvi levar os chocolates para mais perto dos clientes, fazê-los mais conhecidos”. Feliz com as mudanças alcançadas nos últimos 14 anos, ela revela que, para chegar ao sucesso, é preciso ter paixão pelo que faz, dedicação, perseverança, respeito e amor. “Essa é a receita da grande manivela que move o mundo inteiro, não só no chocolate, mas em todas as profissões”. VEJA MAIS Não perca também trechos exclusivos e detalhes da entrevista no Jornal de Domingo, às 8 horas, e no Jornal da Manhã, às 6 horas desta segunda, ambos na Difusora AM 1030 kHz.

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