A Polícia Civil de Franca fez a transferência, ontem, de 30 presos da cadeia do Jardim Guanabara. São ladrões, traficantes e assassinos já condenados. Sob forte escolta policial, foram levados para as penitenciárias de Balbinos, Pirajuí e Avaré. Logo depois da remoção, alguns detentos que ficaram tentaram fugir, jogando uma “tereza” - corda de pano - no alambrado sobre o pátio interno, mas foram descobertos pelos carcereiros.
O dia ainda estava escuro quando um caminhão deixou a cadeia com 25 presos (os outro cinco seguiram em uma viatura). Por se tratar de bandidos perigosos - alguns integrantes de quadrilha de roubo de cargas - uma viatura do GOE (Grupo de Operações Especiais) com quatro policiais armados fez a escolta do comboio. “Sempre que há a possibilidade de resgate, reforçamos a segurança com homens treinados para agir em situações de risco. Qualquer tentativa será rechaçada”, afirmou o delegado Eduardo Bonfim, diretor do presídio.
No início da tarde, os presos já haviam dado entrada nas penitenciárias de destino sem que houvesse qualquer tipo de problema. Apesar de ter sido feita em grande número, a transferência apenas foi um paliativo e está longe de amenizar a superlotação na cadeia. Todos os dias, são presas de cinco a dez pessoas em Franca e, mesmo com a remoção, o presídio fechou o dia com exatos 400 detentos. A capacidade aceitável é de 218.
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