Alpha condenada a indenizar 4 mil alunos por prejuízos com formaturas


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Dois anos depois de ter decretada a falência, a Alpha Eventos e Promoções foi condenada a indenizar os mais de 4 mil universitários que tinham contratado a empresa, mas a partir de 2005, não tiveram suas festas de formatura realizadas. Na época, os próprios estudantes estimaram um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões, mas como a Justiça condena a empresa e suas três sócias a pagar, além dos danos materiais, danos morais a quem foi prejudicado, o valor pode ser ainda maior. A sentença foi expedida pela juíza Julieta Maria Passeri de Souza, titular da 4ª Vara Cível de Franca. A empresa tem 15 dias para recorrer. A condenação prevê que cada estudante terá de acionar a Justiça para tentar reaver o dinheiro que pagou à Alpha. O valor a ser recebido será estipulado em juízo. “Esse processo só pode ser realizado após o trânsito em julgado da sentença (quando não cabe mais recurso)”, explica o promotor Paulo Borges. Quem já entrou com a ação ainda terá de esperar. Na sentença, a juíza determinou que os bens das sócias da empresa - Ana Cláudia Faria, Suelen Cristina Daria de Oliveira e Ana Laura Faria de Oliveira - fiquem indisponíveis até a quitação da dívida. Ou seja, elas não poderão movimentar contas bancárias, nem vender nenhum tipo de bem. O advogado da Alpha, Paulo de Tarso Careta, afirmou que Ana Cláudia, a sócia que mais representava a empresa, não possui nenhum imóvel em seu nome. “Ela vendeu a casa que tinha para empregar na empresa. Não resta nada mais”, disse o advogado, que ainda não sabe se suas clientes vão recorrer da condenação. SEM DINHEIRO Em juízo há depositados menos de R$ 50 mil referentes a cheques e bens móveis da empresa, apreendidos na época da falência. O valor seria suficiente apenas para pagar um grupo de cerca de 30 alunos. A analista de sistema Marcela Rezende, por exemplo, que deveria ter se formado em 2006, disse que sua turma pagou R$ 42 mil à Alpha. A formatura do seu curso de Ciências da Computação estava marcada para janeiro de 2006. Com o calote, a festa foi cancelada e deu lugar a um outro evento que contou com o apoio de donos de bufês e de decoração. “Foi bonita a formatura, com as pessoas ajudando e tudo, mas o transtorno foi grande na época”. A reportagem tentou localizar Ana Cláudia Faria por toda a tarde de ontem, mas sem sucesso. Em nenhuma lista telefônica há menção do nome dela. O advogado preferiu não informar o telefone de sua cliente nem seu endereço, mas garantiu que ela não mora em Franca.

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