Por R$ 2,5 milhões, a MVG Engenharia e Construções, sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo, será a responsável pela construção do novo prédio da Câmara Municipal de Franca. De acordo com o presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Jerônimo Sérgio Pinto, o valor poderá ser auditado em até 25% (R$ 625 mil). “Não é propósito da administração fazer aditamentos, mas a lei dá esta segurança para alguma situação emergencial”, disse.
A empreiteira MGV, responsável também pela construção do câmpus da Unesp em Franca, concorreu com outras nove empresas e foi confirmada como vencedora da licitação para a obra na manhã de ontem, após a abertura dos envelopes com as propostas. A segunda colocada pediu R$ 2,7 milhões. A previsão de gastos era de R$ 3,1 milhões.
A construção deverá ser iniciada nos próximos dias. Desde ontem, corre o prazo de cinco dias úteis para que as empresas que perderam entrem com recursos para a impugnação da licitação. Se não houver reclamações, o contrato será assinado na segunda-feira, dia 17. O prazo para conclusão da obra é de seis meses após a homologação do processo licitatório. A inauguração do prédio deverá ocorrer até julho de 2008.
Além dos valores envolvidos, o que chamou a atenção foi o desinteresse da maioria dos vereadores na abertura dos envelopes. Somente Luiz Carlos Fernandes (PSDB), Rui Engrácia (PSDB) e Maurício Chináglia (PSB) acompanharam a formalidade, que foi comandada pelo presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Jerônimo Sérgio Pinto.
Para Fernandes, que compõe a comissão especial formada pelos vereadores para acompanhar a licitação, a Câmara conseguiu, ao atrair o interesse de muitas empreiteiras, “fechar um bom negócio”. “Foi bem divulgado, com transparência. A licitação atraiu 24 empresas no total e, mesmo com a desistência de alguns, tivemos dez concorrentes. Com isso, conseguimos uma economia de R$ 600 mil”, disse.
DESCLASSIFICADA
A FFC Engenharia e Construções teve sua participação na licitação impugnada pelas comissões que avaliaram o processo. A empresa, que teve seu nome envolvido no “Escândalo do Bagres”, não apresentou as CNDs (Certidões Negativas de Débitos) e ficou impedida de participar da disputa.
Se quisesse, a empresa poderia até impugnar o processo antes da abertura dos envelopes, o que não aconteceu. “Se eles fizessem isso ficaria ruim para todo mundo, pois a licitação voltaria no início novamente”, afirmou Fernandes.
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