Pelé: a força de um joelho


| Tempo de leitura: 4 min
Antes do Mundial de 1958, há 47 anos, o Brasil jogou um amistoso final, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, contra o Corínthians. Ganhou por 5 a 0 e nem é preciso dizer que a torcida era toda...Corintiana! Em determinado momento um choque entre Pelé e Ari Clemente provocou uma situação alarmante para a seleção, pois Pelé estava gravemente contundido. Só viajou para a Suécia por ser garantido pelo médico, Dr. Gosling: ele poderia jogar a partir do terceiro compromisso do Brasil. Isso era uma possibilidade, pois o Brasil teria de ganhar a classificação contra Áustria, Inglaterra e União Soviética, então três grandes selecionados. O Dr. Paulo "apostou" no jovem Edson. Ele viajou, não atuou em Firenza e Milão. Sempre esteve sob tratamento do Dr. Gosling e Mário Américo. Na Suécia, em Hindas, na concentração, Pelé passava horas tratando de seu joelho. Um dia Américo chegou junto a Pelé e disse: "Você está pronto "Crioulo", pode jogar se Feola quiser....". O resto da história vocês conhecem. O joelho de Pelé nunca deu trabalho e ele continuou na Seleção, no Santos, no Cosmos. Neste mês de novembro, ele sentiu o joelho ao subir uma escada. Estava indo a Nova York e aproveitou para se consultar com o médico que o atendia no Cosmos. Ele foi franco e disse-lhe que uma cirurgia, na técnica moderna, seria muito fácil. Disse também que era o seu momento, pois Pelé não foi nunca vítima de contusões e o médico não trabalhou. O resultado disse é que Pelé foi submetido a uma cirurgia, hoje artroscopia (será esse o nome?) e é ele quem diz: "Dois pequenos furos no joelho e tudo fica bem, retirando-se o menisco afetado. Não senti nada e estou de volta ao trabalho...". O Pelé sempre foi um privilegiado física e tecnicamente. No plano físico ele nunca teve contusões graves, exceção feita a essa do joelho. Sofreu uma entrada no Argentino Delacha, no México, em amistoso do Santos, tendo problemas com a clavícula. Teve uma ou outra contusão, sem gravidade. Para quem jogou tanto tempo e contra zagueiros fortes, como os de Portugal, no Mundial de 66, tem saldo amplamente positivo. REI em viagem Pelé esteve 45 dias fora do Brasil. Quando estava em Colônia, na Alemanha, numa promoção da Fifa, no assunto dos gramados sintéticos, realizou-se, em Zurique, a cerimônia de indicação do Brasil para sede do Mundial 2014. Diz Pelé: "Era fato consumado a escolha do Brasil, o que me deixou muito feliz. Não colocarei nenhum obstáculo de que se use minha imagem para divulgar o Mundial. Afinal de contas, foi neste País que eu nasci e ganhei a admiração de todos". Pelé voltou encantado com a recepção que teve em vários países, principalmente no México. MOEDAS Agora Pelé está envolvido no Projeto "Pequeno Príncipe". Uma maneira de ajudar crianças que precisam de atendimento médico. O projeto está muito desenvolvido em Curitiba. Agora, serão vendidas no mercado, moedas de ouro, prata e bronze, dos gols de Pelé. Quem cunhou as medalhas foi a Casa da Moeda. São 1238 moedas. Cada uma recebe o número de um dos gols do "Rei". Todo dinheiro arrecadado, com controle da Caixa, vai para o projeto Complexo Hospitalar que atendeu quase 300 mil crianças em 2007. HONRARIA Pelé ficou feliz, em Londres, ao saber que o seu livro "Pelé - Autobiografia" foi lançado no mundo todo, com sucesso, inclusive na Rússia. Quero salientar que, indicado por ele, fui o autor do texto, o que me deixou muito honrado. NA BAIXADA Os candidatos à presidência do Santos encontraram em dois ícones da história do clube apoio para suas campanhas. Na eleição que acontece hoje, na Vila Belmiro, a partir das 10 horas, os associados escolherão o atual presidente, Marcelo Teixeira, líder da chapa Rumo Certo, que usou o técnico Luxemburgo como cabo eleitoral, ou optarão pelo concorrente Paulo Schiff, engenheiro e jornalista, que encabeça a chapa Santos Eterno e fala em tornar Pelé, astro máximo da história do clube, presidente de honra. TENTATIVAS Com o atleta do século 20 ao seu lado, Schiff vê a marca Santos mais forte no Brasil e, principalmente, no exterior. Pelé, no entanto, ainda não se manifestou sobre as eleições. É a segunda vez que Schiff tenta bater Teixeira nas eleições alvinegras. Ele perdeu em 2005. O TRUNFO Pelo lado da situação, o apoio declarado de Luxemburgo é visto como grande trunfo. Em 2006, o treinador foi o responsável pela saída do time da fila do Campeonato Paulista, que perdurava desde 1984. Luxemburgo ainda levou o bicampeonato do Estadual nesta temporada, fato que não ocorria no clube desde os anos 60. O técnico santista já avisou que não pretende renovar seu vínculo com o clube caso Teixeira seja derrotado no pleito.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários