Piscinão: seis anos de descaso


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Mato alto e água no piscinão do prédio em construção na Avenida Major Nicácio: construtora promete retomar obras no início de janeiro
Mato alto e água no piscinão do prédio em construção na Avenida Major Nicácio: construtora promete retomar obras no início de janeiro
Já se passaram seis anos desde que o Comércio da Franca fez a primeira matéria retratando a situação de risco que a construção de um prédio localizado na Avenida Major Nicácio, altura do número 2600, oferece. O cenário, no entanto, pouco mudou. De janeiro de 2002 para cá, uma criança caiu e quase morreu no “piscinão” formado na obra e o local já foi utilizado por vários usuários de drogas que vêem o lugar abandonado como perfeito para suas infrações. Agora, a imobiliária responsável pela obra diz que a construção do prédio será retomada em janeiro. Ontem pela manhã, quem passava pelo local via sujeira e lixo espalhados por toda a parte. Restos de objetos para o consumo de drogas também podiam ser encontrados pelo chão. Isso porque dois buracos nas grades que dão para a rua são suficientes para que marginais possam ter acesso ao interior do prédio inacabado. Latinhas de cerveja utilizadas como cachimbos para o uso de crack, roupas e um plástico denunciavam que o espaço tinha sido usado recentemente. A informação foi confirmada por uma vizinha, que mora no local há mais de 18 anos e não quis se identificar com medo de represálias por parte dos marginais. “Todo dia meninos e jovens utilizam o lugar para consumir drogas. Fazem isso em qualquer horário, de dia, tarde, noite. Eles nunca chegam sozinhos, vêm em grupos de quatro, cinco. Tem muitos menores, que são até dignos de dó, precisavam de ajuda mesmo. Eles ficam naquele lugar imundo.” Ela comenta ainda que a sujeira faz com que muitos mosquitos e bichos cheguem às casas dos vizinhos. “Tem mosquito e pernilongo que não acaba mais. Outro vizinho daqui encontrou uma cobrinha na sua casa ontem (quarta-feira) e até ratos”. OUTRO LADO O chefe do Setor da Divisão de Fiscalização de Obras e Postura da Prefeitura, Ismael Antônio Xavier Filho, foi contatado ontem pelo Comércio para informar quais as providências deverão ser tomadas com relação ao piscinão. Ele foi até o local e disse que acionaria o responsável para a reconstrução da cerca que impede o acesso. “Vamos notificar o responsável para repor o alambrado em um prazo muito curto, de cinco dias”. A construtora responsável pela obra prometeu vedar a entrada. (Leia mais em texto ao lado).

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