Ainda enlutada pela morte da aposentada Aparecida Zélia Salloum, ocorrida há uma semana, a família voltou a sentir outro forte abalo. Na madrugada de ontem, vândalos invadiram o Cemitério da Saudade e violaram o túmulo dela. Outras duas sepulturas também foram abertas e os caixões retirados e revirados. De acordo com a administração, nada foi levado.
A invasão mostra que o cemitério continua vulnerável. Em novembro, a Prefeitura implantou espirais de arame farpado sobre os muros. O mecanismo de segurança mostrou-se ineficaz. Na manhã de ontem, quando funcionários chegavam para mais um dia de trabalho, notaram que o túmulo 101 da quadra seis havia sido arrombado. Os vândalos conseguiram abrir apenas o visor e não chegaram a tocar no corpo.
Com a descoberta, a administração fez uma vistoria em todo o cemitério e constatou que os túmulos 321 (quadra dois) e 990 (quadra cinco) também haviam sido arrombados. Os caixões ficaram de lado com as ossadas à mostra. “Chamamos a polícia e uma perícia foi feita nas sepulturas violadas. Os restos mortais ficaram intactos dentro das urnas. Não constatamos furto de vasos ou placas de bronze”, afirmou Fernando Caetano, administrador do cemitério.
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Familiares foram ao cemitério para ver de perto os estragos causados. Lamentaram o vandalismo e reclamaram da falta de segurança. “É uma cachorrada muito grande. A polícia deveria prender estes caras e dar uma boa lição. É um absurdo. Nem os mortos têm sossego”, disse Herman Salloum, cunhado de Aparecida Zélia.
É provável que os vândalos tenham entrado pelo muro lateral da Rua Capitão Zeca de Paula. No local, a altura máxima da parede é de um metro e meio. Não há a proteção dos tais arames farpados.
Coincidência ou não, funcionários da Prefeitura levantavam o muro ontem.
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