Cerca de 500 famílias ganham um ‘novo bairro’ de presente de Natal


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A aposentada Geny Francisco da Silva e seu marido, Divino Soares da Silva, caminham por uma rua sem asfalto do Jardim Esmeralda. Obras de pavimentação devem começar em março
A aposentada Geny Francisco da Silva e seu marido, Divino Soares da Silva, caminham por uma rua sem asfalto do Jardim Esmeralda. Obras de pavimentação devem começar em março
Depois de dez anos sofrendo com lama, poeira e no escuro, a vida de quase 500 famílias que moram no Conjunto Habitacional dos Jardins Esmeralda e Alvorada vai mudar. Os bairros, que foram entregues em 1997, vão ganhar asfalto, calçada, arborização e iluminação sem nenhum custo aos moradores. A revitalização partiu de um projeto de lei da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) em novembro do ano passado. As obras devem começar em março de 2008 e estão avaliadas em quase R$ 800 mil. As benfeitorias não serão completas em todos os bairros. No Alvorada, as mudanças incluem asfalto, calçada, arborização e iluminação. “No Esmeralda, iremos primeiramente instalar rede de galeria e fazer o asfalto”, disse Vanderlei Tristão, presidente da Prohab (Programa de Habitação Popular) de Franca, ressaltando que as obras serão uma conquista. “Principalmente para a população. Terão melhorias na qualidade de vida e seus imóveis serão bem mais valorizados no futuro”. De acordo com Vanderlei, em março os moradores já poderão ver as movimentações. “Hoje o prefeito vai assinar um convênio e enviar para a Câmara. Se for aprovado, será elaborado um contrato e mandado para São Paulo. Infelizmente, tem vereador que pede adiamento, mas vamos torcer para dar certo”. Quem também está confiante com o início das obras é a aposentada Geny Francisco da Silva, 63, moradora no Jardim Esmeralda há quatro anos. “Desde que mudei para cá com minha família escuto essa conversa, mas tenho fé e acredito que agora vai”, disse. Enquanto o asfalto não chega, Geny tem planos de arrumar sua casa. “Pago R$ 120 só de prestação para a CDHU, sobra pouco, mas quero colocar piso e cimentar o quintal. Não terá mais poeira para me atrapalhar”. Sua renda é de R$ 380 por mês. Já o problema da dona de casa Aline Penegondi, 24, que mora há seis anos no Esmeralda, é em relação ao barro. “Não agüento mais pisar na lama quando chove. Uso o ônibus como transporte e tenho que caminhar vários quarteirões a pé para pegá-lo. Os sapatos ficam todos sujos. Não vejo a hora de ver tudo asfaltado”, disse. Não é a primeira vez que conjuntos habitacionais passam por reformas na cidade. Em 1993, os bairros City Petrópolis e Jardim Parati também foram revitalizados.

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