Futuro do basquete


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O ala Bruno Garcia, que sofreu uma contusão no pé esquerdo, foi campeão brasileiro defendendo o Estado de São Paulo
O ala Bruno Garcia, que sofreu uma contusão no pé esquerdo, foi campeão brasileiro defendendo o Estado de São Paulo
Ao final de cada temporada, o Franca Basquete tradicionalmente encontra dificuldades para renovar o contrato dos atletas que se destacam nos torneios disputados pelo time principal do clube. O pivô Murilo é um exemplo. Após a conquista do Campeonato Paulista e do segundo lugar na Liga Sul-Americana e no Nacional, onde o jogador foi o maior destaque do time, Murilo não renovou contrato com a equipe. Acabou decidindo ir para o Maccabi Tel Aviv, que o repassou para o Lukoil, da Bulgária. Sem sua estrela, recorreu ao mercado para compor seu elenco. Agora, além de suas principais estrelas, os torcedores locais podem perder a chance de ver em ação talentos revelados pelas categorias de base. Em pelo menos três casos, o sucesso de jovens em seleções provocará problemas ao Franca Basquete, que passou a sofrer com o assédio de outros clubes, sejam brasileiros ou do exterior, às suas revelações. Dois atletas do time juvenil receberam sondagens de empresários. Durante a disputa do Campeonato Mundial Juvenil, realizado em julho na Sérvia, o ala Cauê Verzola, 19, autor da cesta que classificou o Brasil para a semifinal do torneio, foi procurado por um agente grego interessado em levá-lo para o basquete europeu. A proposta balançou, mas o jogador optou por seguir em Franca. No último fim de semana, foi a vez do ala Bruno Garcia, 18. Ele conquistou o Campeonato Brasileiro Juvenil de Seleções realizado em Santa Catarina. Com a camisa de São Paulo, o atleta foi premiado como o melhor arremessador de três pontos da competição. O jogador afirmou ter recebido sondagens do Paulistano e também de Araraquara. "Tenho vínculo com Franca até 31 de dezembro e primeiro vou ouvir a proposta da diretoria para depois pensar no meu futuro", disse Bruno. Ele é primo em segundo grau do técnico Hélio Rubens Garcia. A busca pelos talentos francanos não é restrita aos juvenis. O ala Cauê Borges dos Santos, 16, filho do ex-jogador e técnico Chuí e que atua nas equipes infanto-juvenil e cadete, é outro que pode nunca vestir a camisa do time principal da cidade. E a história seria uma simples repetição. No primeiro semestre de 2007, o time perdeu o pivô Augusto Britto, de 2,05 metros e 15 anos, que após um ano treinando na cidade decidiu se transferir para o basquete espanhol. O clube ficou no prejuízo. José Guilherme Calil Maia, presidente do Franca Basquete, reconhece o problema. Ele revelou que os atletas juvenis possuem vínculo formalizado com o clube e recebem ajuda de custo, que varia entre R$ 200 e R$ 2 mil. "No final do ano vamos conversar com os atletas para tentar mantê-los aqui, pois a base é muito importante para o clube", disse. Já o técnico Hélio Rubens Garcia reconheceu o talento e a potencialidade dos atletas citados, mas afirmou que o clube não irá "prender" quem quiser sair de Franca. "Estes jogadores estão em processo de avaliação. Vejo que são jovens de potencial, mas eles precisam ter a vontade de ficar aqui, pois aqui o aprendizado é constante. Caso a evolução de um atleta seja grande, será proposto um contrato de longa duração para que o clube, que sustenta as categorias de base, possa ser ressarcido financeiramente em caso de transferência para outro time brasileiro ou do exterior", disse o treinador. É o caso do pivô Rafael Mineiro, 19, que tem contrato com o clube até o fim de 2009.

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