Vale é acusada de copiar logo de fábrica de Franca


| Tempo de leitura: 2 min
A mineradora Vale do Rio Doce, empresa brasileira número um em investimentos estrangeiros, é acusada de ter copiado sua nova logamarca da empresa calçadista Vitelli de Franca. O suposto plágio foi descoberto na última sexta-feira no lançamento da marca Vale e de seu novo posicionamento de comunicação, no Rio de Janeiro, e correu a internet por meio de blogs. Ontem, diferentes sites de comunicação como Globo.com e Portal Imprensa faziam referência à marca da Vale como “sósia” da Vitelli. Com formatos semelhantes a de um coador de café Melitta, os logos são considerados semelhantes devido ao V, a cor verde e a fonte utilizada. No caso da Vale a forma de funil seria referente à mineração e ainda teria as cores amarela e cinza. A logo da empresa Vitelli, que há dez anos está no mercado e tem peças publicitárias publicadas em revistas nacionais, como a masculina Sexy, é toda na cor verde e tem como “rodapé” a palavra “Irresistível” escrita em preto. Ontem, a diretora de comunicação da Vale, Olinta Cardoso, disse ao Comércio em entrevista, que a empresa, considerada a segunda maior mineradora do mundo e com 65 anos de história, não tinha conhecimento sobre a semelhança da logomarca e afirmou que existem diferenças significativas. Ainda na mesma entrevista, Olinda, confirmou que a Vale não trabalha com exclusividade de marca e lembrou que existem, inclusive, outras empresas com o nome Vale no mundo. “Ninguém vai confundir a Vale, mineradora, e a Vitelli, fábrica de calçados. Há diferenças. Se olhamos a logomarca, é possível ver um coração verde e amarelo, que representa a paixão da empresa pelo Brasil e o orgulho de ser uma empresa brasileira de atuação global”. De acordo com a diretora, as semelhanças não vão acarretar qualquer problema para a empresa, uma vez que o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) apenas proíbe que marcas semelhantes sejam usadas somente no mesmo setor. A Vale investiu U$ 50 milhões para, durante quatros, anos reposicionar a marca e trocar todo tipo de comunicação. A empresa calçadista não deu detalhes sobre como o logo foi desenvolvido e no que se baseou. A autoria também não foi informada. Por nota enviada à imprensa, por meio da Vilage Marcas e Patentes, disse apenas que tomará as devidas providências no âmbito judicial. Para o professor de Comunicação Social da Unifran (Universidade de Franca), Fábio Swartele, as logomarcas são semelhantes e ao mesmo tempo, diferentes. “Não vejo como proposital, muitas das formas é de domínio público e buscam pela simplicidade. É uma tendência. Na publicidade, a máxima menos é mais. Nomes e formas mais simples, são mais fáceis de pegar”. A assessoria de imprensa do INPI informou que, ainda que as marcas fossem idênticas, a legislação permite que duas empresas tenham a mesma identidade visual.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários