Sou do tempo em que a Caderneta de Poupança era o ‘cofrinho da Delfin’. Lá se vão mais de quarenta anos e, ao longo destes, várias mudanças já ocorreram em relação à poupança, que foi a principal aplicação financeira de milhões de brasileiros e brasileiras de diferentes classes sociais.
Levantamento publicado no dia 9 de outubro pelo Comércio da Franca mostrou que os 439 mil habitantes da região de Franca tem, hoje, meio bilhão de reais na poupança. Enganam-se os que pensam, vendo esses números, que a poupança ressuscitou por aqui. O professor Wilson Cano, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp afirmou, aqui no Comércio, que ‘a poupança é baixa, mas é por causa da renda do País’.
Quem não se recorda da expectativa que era gerada no final de cada mês - nos bons tempos da poupança - quando o governo federal anunciava o índice percentual que incidiria sobre o montante depositado? Invariavelmente, esses rendimentos superavam a inflação e representavam um ‘ganho’ real para os poupadores ou, na pior das hipóteses, acompanhava o índice inflacionário e ninguém sentia o desprazer de ver desvalorizado o seu dinheiro aplicado. Até mesmo com a implantação de uma nova moeda - o Real - e a redução da inflação para percentuais beirando os 2%, esta aplicação continuou a oferecer rendimentos que compensavam o esforço de cada poupador.
A mais tradicional e popular forma de aplicação financeira seguia seu curso normal até a posse do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva porque, por incrível que possa parecer, nestes dois mandatos do petista, o rendimento da caderneta de poupança perdeu para a inflação e passou a acumular uma rentabilidade irrisória. Um estudo, que usou o Índice Geral de Preços de Mercado para avaliar o rendimento da poupança nos últimos anos, revelou que essa situação provocou uma ‘fuga’ de poupadores e que, nos dias de hoje, a caderneta de poupança só sobrevive graças à tradição.
Com isso, o governo Lula sepultou a esperança de milhões de pessoas que tinham nessa aplicação a chance de obter rendimentos para perfazer um total que permitisse, por exemplo, custear a aquisição de eletrodoméstico, fazer uma viagem de férias, um tratamento médico, pagar a mensalidade do colégio ou da faculdade dos filhos. Dizem os economistas que existem aplicações mais rentáveis. Mas, para o grande contingente de clientes da Caderneta de Poupança - que é composto, na sua maioria, por pessoas das classes ‘B’ e ‘C’ - essas aplicações são ‘complicadas’ e não transmitem a segurança que a Caderneta de Poupança sempre apresentou.
TRABALHO À MINEIRA
Em que pese vivermos o começo de dezembro, é natural que no mundo político os partidos estejam voltados para outubro de 2008, quando os municípios estarão elegendo seus novos prefeitos e vereadores. Em Franca a corrida realmente já começou, embora as cúpulas partidárias digam que ainda é cedo para se pensar nesse processo. Muitos são contatos preliminares, os tapinhas nas costas e as rodinhas de café entre lideranças visando a possíveis coligações para a chegada à prefeitura da cidade, assim como a busca de cadeiras na Câmara. O atual prefeito Sidnei Rocha deixou claro, há algum tempo, sua intenção de concorrer pela reeleição, dando, com isso, a abertura oficial à grande corrida que ‘esquentará’ a partir do mês de março. O PT garante que terá candidato a prefeito, e tudo indica que a escolha recairá sobre Gilson Pelizaro ou Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca. Até lá, o velho trabalho ao estilo ‘mineirinho’ se manterá, através dos contatos discretos entre lideranças partidárias.
ROUBOS EM DUPLA
Um recado para as mulheres. Muito cuidado ao saírem nas ruas com suas bolsas a tiracolo. Principalmente nesta época de festas. Alguns bandidos usando motocicletas, e sempre em dupla, estão puxando as bolsas dos ombros das vítimas para roubar. E caso aconteça nunca reaja, deixe o bandido levar. Sua vida vale mais.
POBRES APOSENTADOS
Os aposentados que caíram no golpe dos empréstimos milagrosos estão passando enormes dificuldades. Muitos que acreditaram no ‘milagre’ estão recorrendo aos familiares para cobrir o que tomaram emprestado de bancos e financeiras. Quem ganhou de fato com essa campanha sem vergonha foram os bancos e financeiras, escolhidos pelos amigos do governo, e alguns atores e atrizes, que fizeram o papel de verdugos. Será que não se arrependeram?
POSITIVO
Os principais centros comerciais de Franca - Shopping, calçadões das ruas do Comércio, Marechal Deodoro, Voluntários da Franca e outras, estão fervilhando de gente escolhendo e comprando presentes. A cidade antes do Natal parece ser tomada de uma magia, onde a correria da vida e as indiferenças passam a dar lugar à alegria e à fraternidade.
NEGATIVO
Se a vigilância sanitária atuar pra valer e ‘visitar’ alguns restaurantes de Franca, vai ficar impressionada. Existem casos tão sérios que o perigo de contaminação é transparente. Em outros, a vigilância poderá constatar até arroz andando. Um absurdo!
ROTA DE COLISÃO
O bêbado e o vesgo se encontram na mesma calçada, trombam e cai um para cada lado...
O vesgo levanta muito brabo e vocifera:
- Você não olha por onde anda?
E o bêbado retruca:
- E você, não anda por onde olha?
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