No 4º Fórum Internacional de Futebol (Footcon), realizado no Rio de Janeiro, o Ministro Orlando Silva, dos Esportes, defendeu a tese de que alguns estádios brasileiros sejam demolidos, o que só não acontece por causa da paixão de alguns por essas praças esportivas.
Ele acha que muitos estádios do País estão em má situação. E que nenhum estádio deve ser administrado pelo poder público. Estou de acordo. Resta que se indiquem os caminhos para que isso aconteça.
Construir estádios é uma tarefa desafiadora. No entanto, desde que venham a ser construídos, por clubes, federações ou contando com o apoio de empresas, que sejam estádios menores. O importante é dar conforto e segurança ao usuário dos estádios. Na Inglaterra, eles têm boas dimensões e oferecem boa segurança aos torcedores. O exemplo inglês é excelente.
Wembley era particular. Tinha muitos anos de existência e não acompanhava o progresso de Londres. Foi demolido e surgiu o novo "Wembley", multiuso, com segurança e conforto. É assim que devemos pensar: estádios confortáveis. Há estádios velhos que só precisam de uma reforma. Há estádios com menor tempo de vida que podem sim ser demolidos, como acontecerá com o Fonte Nova, em Salvador, na Bahia.
Está na hora de se criar uma grande comissão para elaborar uma análise técnica dos estádios e fazer recomendações para o uso ou não deles. É trabalhar agora, inclusive já com os olhos voltados para 2014 e quem sair na frente terá vantagem e tempo suficiente para se organizar e planejar tudo melhor.
A África do Sul promove o Mundial 2010, e usou muitos dos estádios existentes, que vão ficar como novos. O Brasil tem que começar ontem para que em 2014 tenhamos tudo em ótimas condições.
TIMÃO
A vida no futebol apresenta aspectos surrealistas. Mano Menezes é o novo técnico do Corínthians. Foi ele quem tirou o Grêmio da Série B e o levou a disputar a Taça Libertadores da América, sendo vice-campeão após perder a final para o Boca Juniors, da Argentina. Foi o técnico do Grêmio que provocou o rebaixamento do Corínthians e agora tentará trazer de volta o clube paulistano para a série A. É ou não surrealismo?
TROCA-TROCA
Sempre defendi e continuarei a defender a Bolsa de Jogadores e Técnicos. Os interessados em participar devem apresentar a lista dos seus jogadores disponíveis e os preços pedidos. Podem ser feitas trocas. Também treinadores, sem emprego, são colocados no mercado. Uma reunião, no final do ano, reunindo os dirigentes dos principais clubes, seria realizada para que os clubes fizessem as suas transações, sem intermediários. Se o São Paulo tem jogador a negocias e quer contratar outros, isso pode interessar ao Botafogo, por exemplo. Por que é que não se faz a experiência. Não é ruim para ninguém.
VALORIZAÇÃO
Algumas pessoas que são contra o moderno dirão que os jogadores colocados na Bolsa poderão ser desvalorizados. Não procede. Pode até ser valorizado. É uma dinâmica que abrevia negócios. Se eu sou presidente de um clube e quero um goleiro e tenho um avante para entrar no negócio a decisão fica simples, se houver algum goleiro disponível. Pensem no assunto.
PIADAS SEM FIM
As piadas para atingir os corintianos é o divertimento de muitos, em São Paulo. Assim funciona o futebol e os torcedores: eles não perdoam. Dizem que o Corinthians só jogará "as segundas", alguns, dizem que o Palmeiras vai ceder os ônibus ao Corínthians, com o motorista deles, por conhecer bem o caminho da "B". E assim é que tem de ser, apenas no nível da brincadeira, porque todos passam por problemas um dia.
COM RIQUELME
O representante da América do Sul no Mundial de Clubes partiu para a Ásia em busca de seu quarto título mundial, o primeiro na nova versão da disputa. Riquelme viajou, mas não poderá jogar porque, pelas regras da Fifa, ele deveria ter sido contratado pelo Boca Juniors meses atrás. O Mundial começa nesta sexta-feira, no Japão.
ESPIONAGEM
A escuderia deve participar de audiência do Conselho Mundial de Automobilismo. A McLaren alega que a rival teve acesso a dados de seus carros. Se culpada, a Renault pode sofrer punição semelhante à da equipe inglesa, envolvida em escândalo com a escuderia Ferrari. O time perdeu os pontos do Mundial de Construtores e pagou US$ 100 milhões. Ontem, a McLaren teve de corrigir informação dada à imprensa de que dizia que 18 empregados da Renault admitiam ter visto os dados confidenciais. Apenas dois confessaram.
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