Dos quatro filmes que estão em cartaz no cinema de Franca, três são voltados para a criançada. Bee Movie - A história de uma abelha e a ação A Lenda de Beowulf, com Angelina Jolie, - o único filme para os mais crescidinhos -, continuam em cartaz e Deu a Louca na Cinderela e Encantada estréiam hoje.
O filme Encantada, um conto de fadas revisionista da Walt Disney Pictures, não repete, em essência, todo aquele clichê insosso sobre garotas de diferentes épocas e seus sonhos. O longa ironiza, às vezes com uma piscada, às vezes com um forte cutucão, alguns dos próprios estereótipos que por tanto tempo foram típicos da empresa.
O “era uma vez” começa com Giselle, Amy Adams, em animação, conversando alegremente com seus amigos de peles e penas da floresta. Embora não esteja esfregando os degraus da escada, Giselle segue a mesma linha de heroínas clássicas da Disney como Branca de Neve e Cinderela. Ela é linda, esperta, quase afinada, e quando canta sobre seu único amor verdadeiro, não demora muito para que ele apareça montado em seu cavalo, atendendo ao seu chamado.
Até que Giselle cai dentro de um poço e vai parar em Nova York, momento em que sua figura em desenho se transforma em carne e osso. Na cidade, em meio ao alvoroço e excitação, ela encontra abrigo junto a um pai solteiro atencioso, Robert (Patrick Dempsey), e sua filha órfã de mãe, Morgan (Rachel Covey).
O melodrama se instala com a presença de outra mulher (Idina Menzel), mas o diretor Kevin Lima mantém o tom leve e divertido, com dois números musicais, sendo um deles com música e dança entusiásticas em pleno Central Park, com a companhia de dança da Broadway, e o outro um número com Giselle e algumas criaturas urbanas, como baratas.
O desfecho se dá com a chegada da rainha Narissa (Susan Sarandon) atrasada a uma festa que se estende um bocado, em parte por causa do tolo príncipe Edward (James Marsden), um astuto estraga-prazeres (Timothy Spall) e um esquilo gerado por computação gráfica chamado Pip.
Já Deu a Louca na Cinderela, de Paul Bolger e Yvette Kaplan, é mais uma investida nos filmes de animação que procuram fazer humor em cima dos mundos dos contos de fada. Embora o título remeta a Deu a Louca na Chapeuzinho, de 2005, esta nova produção não tem qualquer relação com a antecessora, a não ser o fato de ambas tentarem pegar carona no sucesso da trilogia Shrek.
O longa começa com uma explicação sobre como os vilões dominaram a terra dos contos de fada, sob o comando de Frieda (Sigourney Weaver), a madrasta de Cinderela (Sarah Michelle Gellar). O desastre acontece quando o mago que controla este mundo de fantasia - e zela pelos finais felizes - tira férias no dia do baile da Cinderela (no filme, chamada de Ella).
Aproveitando-se de sua ausência, Frieda rouba um cajado mágico e passa a ter poderes sobre todas as criaturas dos reinos de A Bela Adormecida, Rapunzel, Branca de Neve, etc.
Como o príncipe encantado de Cinderela é um rapaz atrapalhado e ignorante, resta a Rick (Freddie Prinze Jr.), o pajem do príncipe, a missão de remediar a iminente destruição de todos com a ajuda de Ella. O rapaz é, desde então, apaixonado pela maltratada garota, e percebe em toda essa caótica situação uma oportunidade para reivindicar o “final feliz” para ele mesmo.
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