A magia de servir


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Para muitos são mágicos, ágeis, poetas e até psicólogos. O bartender, profissional da área de coquetelaria, está ganhando cada vez mais espaço nos eventos. Principalmente por sua criatividade na hora de servir o público. Antes eram vistos apenas em festas maiores, hoje eles se apresentam em ambientes familiares como o famoso churrasquinho de fim de semana, aniversários e reuniões de amigos. O bartender é uma espécie de atendente especializado em divertir o público enquanto prepara drinques com ingredientes exóticos e faz misturas envolventes. Seu principal diferencial é a maneira com que exerce essas atividades. Sempre inovando e usando a criatividade. Ao preparar as bebidas, ele mistura dança com malabares e até faz mágicas. “Ele deve ser o primeiro a chegar e o último a sair da festa, assim, consegue notar o ambiente para saber qual performance pode fazer”, disse o bartender Juliano Costa, 26 anos, que trabalha na área há quase oito. Para mandar bem na profissão, Juliano fez alguns cursos de flair (malabarismo) em São Paulo. “Durou mais ou menos um ano e meio e paguei cerca de R$ 480. Valeu a pena. Como em Franca não existe curso para a área, dou oportunidade para a pessoa ir em algumas apresentações comigo para aprender. E é de graça”. Normalmente, no início de carreira, o profissional começa como um coqueteleiro normal, se apresenta de forma tradicional com um traje mais fino e sempre com uma gravata borboleta. “Esse é o primeiro passo para quem quiser seguir a profissão. O segredo, nesta fase, é sempre fazer misturas de bebidas diferentes e saber do que o público gosta”, disse Juliano. O salário de um bartender iniciante pode variar de R$ 50 a R$ 100 por três horas de festa. Em média, é necessário pelo menos um ano de experiência e treino para que o profissional possa realizar as performances características da profissão. “A pessoa precisa aprender a brincar com o público, fazer pirofagias, malabares com garrafas e ainda algumas mágicas para interagir com a galera”. Para conseguir chegar a esse nível, Juliano confessa que depende muito do esforço de cada um. “Na minha agência, tenho 16 pessoas e percebo que os mais esforçados se destacam”. A grana para os profissionais que chegam a este nível pode ultrapassar a casa dos R$ 3 mil por mês, dependendo da quantidade de eventos que eles fizerem. A barmaid Camila Castro, 19, que ainda está aprendendo as técnicas, disse que mais do que o dinheiro o legal da profissão é o contato com o público. “Em dois meses, aprendi a fazer drinques superlegais e conheci várias pessoas diferentes. É tudo de bom”. Mesmo feliz com a profissão, Camila revela que há momentos chatos. “Muitos homens exageram na hora de beber e, quando percebo que estão fazendo gracinhas, dou um jeito de disfarçar. Tem que ter jogo de cintura e saber se defender sem ser mal-educada”. A jovem está se formando em estética neste ano, mas não pretende abandonar os balcões de bebidas. “Vou tentar conciliar. Como o bartender trabalha mais à noite, dá para controlar os horários”.

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