Um grande certame


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O Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi palco de um acontecimento, pela terceira vez, que encerra um grande certame, o Campeonato Brasileiro de 2007. Não poderia ser diferente, o futebol sai das arquibancadas e chega ao ponto alto da cultura carioca, o Municipal. Tudo foi bem organizado. Os apresentadores estavam ótimos e os premiados mereceram os seus títulos. Rogério Ceni, craque da torcida, craque do Brasileirão e titular da seleção do torneio, mereceu todos os títulos. Foi brilhante a sua temporada. Muricy Ramalho foi escolhido o técnico do ano, seguido por Joel Santana e Caio Júnior. Nada mais justo. O jovem Breno, do São Paulo, zagueiro, foi a revelação do certame. A homenagem que seria prestada a Nilton Santos ficou pela metade, pois ele está adoentado e não pôde comparecer. Foi nítida a emoção do Bebeto de Freitas, presidente do Botafogo, em representá-lo. Isso foi visível no momento em que ele recebeu o troféu das mãos do jornalista e escritor Sérgio Cabral, vascaíno e pai do Governador do Estado, Sérgio Cabral Filho. Acho que a CBF deve, no próximo ano, homenagear vários veteranos, antes que seja tarde demais para alguns. Nilton Santos, um fenômeno, realmente merece todas as honrarias. Eu me lembro que, no ano passado, quando a homenagem foi prestada a Djalma Santos, ele estava presente e disse que em 2007 também estaria, não pôde cumprir a promessa. Coisas da vida... Gostei da festa e o futebol brasileiro merece momentos como os que foram vividos no Municipal. O FUTEBOL No Teatro Municipal carioca, Gilberto Gil, Ministro da Cultura, falou da importância do esporte em qualquer sociedade. Destacou que o futebol é um importante segmento da cultura do Brasil. Ele está certo: o futebol tem de ser analisado pela sua importância social, como outros esportes, claro. O CORINGÃO Uns poucos torcedores foram ao Parque São Jorge hostilizar o presidente Andrés Sanches, do Corínthians, na segunda-feira. Há sempre um grupo, lamentavelmente, que se propõe a isso. Eles, esses chamados torcedores, são violentos, mal-educados e fariam bem ao futebol se ficassem longe dele. O presidente, que pegou "um rabo de foguete" tem culpa na queda do time? Claro que não. Foi uma seqüência de erros que contribuíram para isso. TIMÃO TRISTE Os corintianos, todos, estão tristes. Muitos foram às lágrimas, mas a força do Corínthians é tão grande que o negócio agora é partir para a recuperação, como fizeram Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro, Coritiba, Portuguesa de Desportos, Bahia e outros grandes do nosso futebol. Cair é normal aqui ou na Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra... Faz parte do jogo. Os verdadeiros corintianos devem manter a calma e ajudar o clube a voltar à Série A. Não é com hostilidade que isso acontecerá. Será que o presidente do Corínthians queria que o time caísse? ESTADUAIS Os certames estaduais serão ótimos para testar a força de todos os times. É um momento importante para conseguir reforços, promover jogadores das equipes de base. Quem sai forte do seu estadual dificilmente terá problemas maiores no Brasileirão. É preciso trabalhar rápido, como o São Paulo F. C., que vai negociar jogadores e já pensa nos que vai contratar. É assim que deve ser... DANÇA DA CADEIRAS A dança dos técnicos vai prosseguir. Mano Menezes deixou o Grêmio; Dorival Júnior saiu do Cruzeiro; Nelsinho Batista não deverá ficar no Corínthians e muitos outros mudarão de ares. É sempre assim e não mudará. Luxemburgo diz que só fica no Santos se Marcelo Teixeira for reeleito. Ele está com " cacife". SEM ESPINOSA A surpresa aconteceu ontem. O Vasco está à procura de um novo técnico. O clube anunciou oficialmente que o técnico Valdyr Espinosa não comandará o time na temporada de 2008. A seqüência do trabalho do treinador foi discutida em uma reunião realizada com o vice-presidente de futebol José Luiz Moreira e o superintendente do futebol vascaíno Paulo Angioni. As partes não chegaram a um acordo. Emerson Leão também está fora do Atlético-MG. Motivo: queriam reduzir seu salário e ele não aceitou. PEQUIM 2008 Os brasileiros obtiveram índice para Olimpíada de 2008 na Maratona de Milão, corrida disputada no fim de semana. Os classificados do Brasil a Pequim, hoje, seriam Marilson dos Santos e José Telles. Só se classificam os dois melhores tempos. Telles foi o sexto em Milão e chegou 29 segundos à frente de Vanderlei Cordeiro de Lima, que ficou em sétimo. O prazo para obtenção de índices é 11 de maio.

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