Chegar às últimas conseqüências é o que o Unimed/Franca está disposto a fazer para reconquistar sua vaga na Liga das Américas, competição que deverá dar vaga para o Mundial Interclubes. O clube francano pediu na petição protocolada na Justiça no mês passado para que os jogos do grupo C (formado por Defensor Sporting, Minas Tênis, Flamengo e Boca Juniors) não aconteçam, caso a decisão da ação não seja dada até o início das partidas.
A informação, contida no documento, foi confirmada ontem pelo advogado do clube, e também vice-presidente do conselho deliberativo, José Luís Lana Matos. "No meio da petição o que se pede é que não entendendo que haja tempo para a solução do problema, que se paralise a competição até que haja decisão", informou o advogado.
O Flamengo foi indicado pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete) a ocupar a vaga que anteriormente pertencia ao time local. Franca foi vice-campeã da Liga Sul-Americana na temporada passada e por isso teria direito a participar da atual edição da Liga das Américas. Só que o clube não se inscreveu para o Nacional e a CBB então indicou o Flamengo em seu lugar, alegando que só pode representar o Paós times que joguem o Brasileiro.
Ainda não há data definida para a Justiça deliberar sobre o pedido do Unimed/Franca. A competição começou ontem com partidas do grupo A, em Porto Rico. O início da disputa no grupo C, onde estão os times brasileiros, acontecerá em Belo Horizonte, a partir do dia 19. "Atuaremos com o que pudermos para defender nossos direitos dentro do País", declarou Lana. Fora do Brasil, o time não recorrerá à Justiça para paralisar disputas de outros grupos. Caso Franca fique mesmo de fora do campeonato, o clube pretende pedir R$ 50 mil diários de multa à CBB.
Paralelo ao processo que tenta incluir o time na Liga das Américas, o Unimed/Franca terá uma audiência de tentativa de conciliação na próxima terça-feira no Fórum João Mendes, em São Paulo, para retornar à Liga Sul-Americana. (Rodolfo César)
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