Professor acusa colega de assediar sexualmente três alunas da Unesp


| Tempo de leitura: 2 min
Ivan Manoel, diretor da Unesp: investigação em curso
Ivan Manoel, diretor da Unesp: investigação em curso
A Unesp (Universidade Estadual Paulista) investiga um professor do curso de RI (Relações Internacionais) por assédio sexual a três de suas alunas. A denúncia, feita pelo também professor Samuel Soares, chefe do Departa-mento de Educação, Ciências Sociais e Política Internacional da universidade, foi baseada em uma conversa entre duas professoras do curso. O investigado diz que está “profundamente abalado”, mas que “nega todos os fatos” (veja mais abaixo). A apuração do fato começou oficialmente ontem e deve se estender por pelo menos três meses. A comissão de sindicância será composta por até três professores. Dependendo da conclusão das investigações, o acusado pode ser punido, inclusive com a demissão por justa causa. O professor acusado, que não é de Franca e leciona na Unesp há quatro anos, tinha problemas com o corpo docente da instituição. O diretor do campus da cidade, Ivan Manoel, confirma a investigação, mas diz que não pode falar sobre o caso, que corre em segredo. “Houve uma acusação, que está sendo apurada. Não posso falar mais”. O Comércio chegou até uma aluna que teria sido vítima de assédio, mas ela não quis falar. Ainda segundo o diretor, nenhuma aluna registrou queixa ou fez reclamação formal sobre o professor. Ele cre-dita a abertura do processo ao que classifica como “conversa de tia velha”. “Até agora, o que houve foi o chefe do departamento dizendo que duas professoras disseram que três alunas haviam sido (assediadas)”. Já Soares, questionado sobre o caso e sobre sua relação com o acusado, não quis comentar. “Eu fui o responsável pela elaboração do processo, que foi entregue à direção. Agora, qualquer informação deve ser solicitada à diretoria do campus”, disse. Esquisito O Comércio esteve ontem na Unesp, onde ouviu oito estudantes do curso de RI, além de dois professores. Nenhum deles afirmou saber da acusação. Entre os alunos, cinco descreveram o professor como “estranho”, “pouco sociável” e afirmaram que ele mantém um relacionamento “distante” com seus alunos. Colaboraram Julianna Grajeia, Priscilla Sales e Eduardo Cruz

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários