Laudo não esclarece morte de homem atacado por javali


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No dia do ataque, PMs estiveram na Santa Casa de Pedregulho para buscar mais informações sobre morte do sapateiro, 50 dias depois, nenhuma resposta esclarecedora
No dia do ataque, PMs estiveram na Santa Casa de Pedregulho para buscar mais informações sobre morte do sapateiro, 50 dias depois, nenhuma resposta esclarecedora
Por enquanto, a culpa ainda é do javali. A Polícia Científica concluiu o laudo sobre a causa da morte do sapateiro André Fernando Pereira, 25. O resultado dos exames não esclarece se a vítima foi mesmo morta pelo animal ou assassinada, como acredita sua família. De acordo com o legista responsável, ambas as hipóteses são possíveis. Caberá à Polícia Civil de Pedregulho dar uma resposta final. As investigações estão paradas. O mistério se arrasta há quase 50 dias. Na tarde de 16 de outubro, André e três amigos saíram de casa, supostamente, para caçar em uma mata na zona rural da cidade. Pouco se sabe sobre o que aconteceu no local. De concreto mesmo, a entrada do rapaz no começo da noite na Santa Casa com um corte profundo na panturrilha da perna esquerda. Ele morreu em seguida por conta de uma hemorragia. A versão apresentada pelos companheiros de caça de André não foi convincente. Eles disseram que percorriam outra área da mata no momento em que o rapaz foi atacado por um javali. As suspeitas sobre o real motivo da morte começaram a ser levantadas durante a necropsia realizada no IML (Instituto Médico Legal) de Franca. O exame não constatou sinais característicos de mordidas no corpo. Materiais foram retirados e submetidos a exames mais detalhados. O laudo ficou pronto há uma semana e manteve as dúvidas. O documento oficial informa que a morte foi provocada por algum instrumento pérfuro-cortante. “Pode ter sido o dente de um animal? Pode. Pode ter sido uma faca? Pode. Não dá para precisar qual foi o real agente causador. Agora, é com a polícia”, afirmou o médico legista, José Carlos Inácio. Durante depoimento, os amigos da vítima mantiveram a mesma versão e culparam o javali. O delegado responsável pelo caso, Fábio Branquinho, está de férias e só deverá reabrir as investigações quando retornar ao trabalho na próxima semana.

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