Batalha de Breaking


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O Centro Comunitário do Jardim Riviera e Paulista foi palco, no domingo, da Batalha City vs City, competição de grupos de breaking (dança do movimento Hip Hop), que reuniu dançarinos de Uberaba (MG), Araraquara, Uberlândia (MG), São Joaquim da Barra, Frutal (MG), São José da Bela Vista, Ribeirão Preto, Colômbia, Bebedouro, Cajuru, Ribeirão Corrente e Franca. O vencedor da categoria crew (equipe), que participará da fase final nacional Batalha City vs City em Ribeirão Preto no ano que vem, foi o grupo Intrusos, de Ribeirão. Em segundo lugar ficou Aliados Crew, formado por dançarinos de Franca e São Joaquim da Barra, e em terceiro colocado a Soul Flow Crew, de Franca. Na categoria B-Girl, o primeiro lugar também foi para a crew Intrusos Ribeirão, com a dançarina Jéssica. Na segunda colocação ficou Joyce, da Soul Flow Crew, de Franca. Na modalidade Footwork (uma das bases do Breaking) o B.Boy Mixa, também da crew Intrusos de Ribeirão e em segundo ficou Dudu, da EDS Crew de Franca. Na categoria Top Rock (outra base da dança) o vencedor foi Marcos, da crew Intrusos, de Ribeirão Preto. Adriano Cristino Camilo, 26 anos, jurado da Batalha e membro da Aero Break, uma das crews mais antigas de Franca, elogiou o nível da competição e gostou do que viu. “Teve bastante evolução, o pessoal fez coisas diferentes e as meninas foram bem também”, disse. Mas nem só para competir que os dançarinos de fora vieram para Franca. É o caso do projeto Avante Colômbia - Master Dance, que com o apoio da Prefeitura de Colômbia, trouxe 16 alunos de breaking para assistirem à Batalha. “O objetivo do projeto é que a dança melhore e eduque cidadãos. Sempre cobramos que os meninos estudem e tenham boas notas para poderem se apresentar. E também lutamos contra a marginalização do breaking pela qual a capoeira já passou também”, explicou Edivaldo Rocha, 35, coordenador do projeto. De boné do lado, calça larga, camiseta do projeto Master Dance, tênis e olhar cabisbaixo, desconfiado, Júnior Aparecido da Silva, 11, dança desde os 7 anos e ficou com os olhos fixos nas apresentações dos mais velhos. “É a primeira vez que venho ver uma batalha”, disse. Mais que uma dança, para Jeferson Júlio Jambeira, 24, da Hip Hop Style Crew, de Frutal, o breaking é uma cultura que mudou sua vida. “Eu era só mais um pretinho pobre de periferia, me sentia humilhado. Uma vez fui numa balada, eu tinha uns 16 anos, e vi uns caras numa roda dançando e trocando e idéia e decidi que eu queria ser como eles. Hoje dou aulas em dois projetos para crianças, sou cortador de sapato, vendo roupas e treino todos os dias. O breaking é a minha vida”. HIP HOP Segundo André Luís Kuboyama Bomfim, conhecido como Jaspion, integrante da Funk Fanáticos Crew, de São Paulo, Original Funksters Crew, de Ribeirão, e membro da Zulu Nation Brasil, que é o braço brasileiro da Universal Zulu Nation, ONG criada pelo DJ Afrika Bambaataa, que é considerado o padrinho do Hip Hop, a cultura Hip Hop é formada por cinco elementos: DJ, MC, Graffiti e Breaking. “Os DJs foram certamente os maiores responsáveis pelo advento da cultura e do movimento Hip Hop, eles já tocavam bem antes de o gênero musical Rap existir. Nos primórdios, eles tocavam Breakbeats, funks, Rhythm and Blues, e Electrofunk”, explica Jaspion. Ele conta também que recentemente foi introduzido mais um elemento na cultura Hip Hop, o Conhecimento, enfatizando a importância do estudo. “Este elemento foi introduzido pela mesma pessoa que definiu os quatro primeiros elementos, ou seja, o criador da expressão Hip Hop, DJ Afrika Bambaataa”.

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