Para especialistas, problema está na formação


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Antônio dos Santos Filho é instrutor há 20 anos e professor de primeiros socorros em um CFC (Centro de Formação de Condutores) de Franca. Conhece como poucos os motoristas locais. Tem na ponta língua a explicação para tantos acidentes com motos. “A maioria ocorre por falta de respeito. O pessoal abusa mesmo e não está nem aí com as conseqüências”. “Toninho Enfermeiro”, como é conhecido, faz revelações impressionantes e conta que a matança nas ruas começa a se concretizar antes mesmo de os condutores receberem as habilitações. “Durante as aulas já dá para ter uma noção do perfil do condutor. Muitos alunos são indisciplinados e querem se impor. Se bobear, colocam os professores para fora da sala. Alguns professores chegaram a ter crise de nervo”. Na opinião do especialista, a indisciplina mostrada durante as aulas pelos candidatos a motorista acaba se refletindo mais tarde nas ruas. Ele citou o exemplo de um jovem que desistiu das aulas, alegando que a adrenalina é maior se dirigir sem a carta. O taxista José Olivério Garcia Neto corta as ruas e avenidas da cidade, todos os dias, há 13 anos. Na sua opinião, a má-formação do condutor é a principal causa dos acidentes envolvendo motos. “Muitos não têm educação e não respeitam as leis de trânsito. Só andam correndo e se aventuram pelas ruas. Não respeitam seta, ultrapassam pela direita, enfim, pensam que as ruas são só deles”.

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