Fórum, delegacia ou museu: proibidos para deficientes


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Um deficiente que for réu, testemunha ou jurado em algum processo no Fórum de Franca dificilmente terá condição de chegar com suas muletas ou cadeira de rodas até a sala do júri. Também terá dificuldades em conseguir falar com promotores e juízes, a não ser que obtenha ajuda ou que os magistrados desçam para atendê-lo, o que não é muito provável. O mesmo se repete na Delegacia Seccional, onde a sala do delegado-chefe e algumas repartições administrativas estão situadas no segundo andar e, como no fórum de Justiça, o único acesso é por escadas. No Museu Histórico, no Centro, prédio do final do século 19, que também já abrigou o Judiciário e a sede da Polícia Civil, até hoje ainda não há como um deficiente físico chegar a sua parte superior. Assim sendo, não é exagero dizer que não há cultura para deficientes em Franca. Pelo menos não no Museu Histórico. O cambaleante edifício que abriga os cursos da Unesp em Franca é um monumento ao pouco-caso e um atentado à dignidade de qualquer deficiente. A situação se repete em várias outras edificações, mas para a vice-presidente da Associação dos Deficientes de Franca, Wilma Yara de Moraes Pereira, o quadro vem mudando para melhor. Para ela, apesar das iniciativas da Prefeitura, seria necessário que toda a sociedade fosse conscientizada e acordasse para o problema. “Em uma cidade do tamanho de Franca, sem a participação dos cidadãos dos bairros, daqueles que estão construindo suas residências, suas casas de comércio, fica quase impossível vencer essa barreira que se criou em relação aos deficientes e aos que precisam de cuidados na locomoção”, disse Wilma. “Apesar do tempo em que já estamos empenhados e pedindo mudanças, ainda percebemos que alguns lugares são proibidos para os deficientes”, acrescentou.

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