Perfil muda e aids avança entre mulheres, heteros e jovens


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Funcionária da Secretaria de Saúde orienta moradores na Praça Central: médicos acreditam na conscientização
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Homem, homo ou bissexual, na casa de 30 a 40 anos. Em alguns casos, usuário de drogas injetáveis. Esse perfil, o mais comum entre os portadores do vírus da aids nos anos 80 e começo dos 90, começa a mudar, ao menos em Franca. Na época, os gays representavam 75% dos casos. Hoje, o índice não chega a 15% do total. O mesmo se aplica na relação entre os sexos. Os homens eram ampla maiora - 50 para 1 mulher. Hoje, o índice é de pouco mais de 1,4 para cada contaminada. Como prova dos “novos tempos”, em Franca, em uma faixa etária o quadro já se inverteu. Entre os 77 contaminados com o vírus da aids na região com idade entre 12 e 25 anos (ou seja, quase 7% dos 1198 casos registrados), 45 são mulheres e 35 homens. Na média, há um homem para cada 1,4 mulher infectada. O médico infectologista responsável pelo Ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids de Franca, Antônio Jorge Salomão, confirma a tendência. Para ele, os jovens são, hoje, o grupo mais suscetível à contaminação. “Por incrível que pareça, muitas pessoas mais jovens nem sequer conheceram alguém que morreu em decorrência da aids. As pessoas acreditam que têm o remédio para HIV e estão deixando de usar o preservativo. É esse o maior erro da nova geração”, disse o especialista. A preocupação com a transmissão entre pessoas jovens é tão grande que o assunto tornou-se, este ano, o tema da campanha mundial do Dia de Luta Contra a Aids, celebrado ontem em todo o mundo. SEXO Outro dado relevante: entre os jovens que moram na região, 44 são solteiros e afirmaram ao programa de DST/Aids terem uma vida sexual ativa e com parceiros múltiplos. Outras sete pessoas não declararam o estado civil, mas afirmaram manter prática semelhante. Em ambos os casos, os soropositivos afirmaram que não avisam os parceiros ocasionais sobre o fato de serem portadores de HIV. Em alguns casos, eles chegam a manter relacionamentos estáveis sem comunicar o fato. Para o infectologista Fábio Franco, da USP (Universidade de São Paulo), o comportamento, embora moralmente questionável, não causa maiores problemas se acompanhado de medidas preventivas. “A vida sexual pode ser mantida, desde que haja cuidado total com a prevenção, como uso de preservativos”, disse.

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