Um domingo diferente


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Serão 10 jogos no mesmo horário. Serão 10 jogos de despedida do Brasileirão/2007. O saldo, para alguns, foi amplamente positivo. O São Paulo, por exemplo, vive o final de ano mais tranqüilo de sua história. Para outros, a temporada deve ser esquecida ou servir de meditação, como é o caso do Corínthians, cujos reflexos de sua desastrada administração tiveram forte influência no seu time de futebol. E nem poderia ser diferente. Mas o campeonato chega ao fim ainda proporcionando emoções aos torcedores, que tem os seus times brigando por vagas na Libertadores, Copa Sul-Americana ou para evitar o rebaixamento à Série B do Nacional. E quanto a isso ninguém pode discutir ou reclamar, porque o campeonato brasileiro tem, além da disputa do título, outros atrativos bem interessantes. O que passou a ser dramático, já de várias rodadas até esta última, é a desesperada luta de alguns clubes para evitar a queda para a Série B. América, do Rio Grande do Norte, e Juventude, tiveram seus destinos decididos, mas dois lugares ainda serão ocupados por Corínthians ou Goiás ou Paraná. Quem não escapar, reviverá em 2008 a mesma experiência que já tiveram Botagogo, Palmeiras, Atlético Mineiro, Portuguesa, Sport, Náutico e Fluminense. Todos sentiram na pele a experiência da Série B e souberam encontrar o caminho de volta. Ficam muitas lições com a queda. O clube passa a saber que qualquer descuido pode levar ao rebaixamento. Bahia e Vitória foram parar na Série C e estão voltando, o Vitória para a A, saindo da B e o Bahia, chocado com os acidentes da Fonte Nova, deixando a C pela B. O Coritiba, campeão brasileiro, também caiu para a B e está voltando. O Guarani, de Campinas, outro campeão do Brasil, está na mesma situação de outros grandes do Pará, Remo e Paissandu. Caíram e nunca mais voltaram. O Remo acaba de descer para a C, onde está o Paissandu e terá de lutar muito para voltar aos seus melhores dias. Esta rodada, a última, será de lágrimas e sorrisos. PESADELO O Corínthians cai ou não cai? Se vencer, fica. Seu adversário é o Grêmio, em Porto Alegre, que já esteve na B e voltou de maneira dramática. Se o Grêmio sonha com a Libertadores, o Corínthians quer evitar o pesadelo. Essa é uma partida não recomendada aos cardíacos, principalmente corintianos. SEM MOLEZA O Goiás, outro ameaçado, recebe o Internacional, de Porto Alegre. Não é da tradição do Inter "amolecer" qualquer jogo. O Colorado tem jogado para vencer, portanto não se deve acreditar nos boatos de que o clube gaúcho poderia perder para prejudicar o Corínthians. Isso é bobagem. Seria lamentável. CANDIDATO O outro candidato a cair é o Paraná, perdendo ou empatando, estará fora da Série A. Teve momentos brilhantes na competição, chegando a figurar por várias rodadas na zona da Libertadores, mas não soube manter o seu rendimento. É um forte candidato ao rebaixamento. ATENÇÃO TOTAL As atenções maiores estarão voltadas para Goiás e Corínthians. Empate nas duas partidas, de Porto Alegre e Goiânia, cai o Goiás. Vitória dos dois, cai o Goiás. Vitória deste e derrota do Corínthians, cai o Corínthians. Dramas a serem vividos por duas grandes torcidas. É bom dizer que se o Paraná ganhar ele fica na dependência dos outros jogos. SEM INCIDENTES Desejo que não tenhamos nenhum incidente. Desejo também que os torcedores se comportem como desportistas e desejo, sobretudo, que os árbitros estejam firmes nas suas decisões e que, se errarem, que seja em pequeno número. CENTENÁRIO No dia 18 deste mês, os uruguaios têm o que festejar. É que nessa data, em 1982, o seu estádio, o Centenário, foi denominado, pela Fifa, como "Monumento Histórico do Futebol". Nada mais justo, foi o primeiro grande estádio da América do Sul e onde se realizou o primeiro Mundial, em 1930.

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