‘Comércio’ na disputa pelo Oscar do jornalismo


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O fotógrafo do Comércio, Tiago Brandão, no estúdio de fotografia do jornal: o primeiro Esso ninguém esquece
O fotógrafo do Comércio, Tiago Brandão, no estúdio de fotografia do jornal: o primeiro Esso ninguém esquece
Com uma seqüência de imagens que retrata o desespero da sapateira Márcia Jerônima Campos, ao pular num poço na Avenida Major Nicácio, para salvar seu filho que se afogava, o fotógrafo do Comércio da Franca, Tiago Brandão, participa nesta terça-feira da cerimônia de premiação do Oscar do jornalismo brasileiro: o Prêmio Esso. O concurso, com 52 anos de existência, é o maior e mais importante da imprensa do País e premia 11 categorias de mídia entre trabalhos de texto, fotografia e criações gráficas. A festa em que serão conhecidos os vencedores será realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Brandão concorre na categoria fotografia com outros quatros fotógrafos que tiveram seus trabalhos divulgados pela mídia impressa durante o ano de 2007. São eles: Evilázio Bezerra, com o trabalho “Órfã” publicado pelo jornal O Povo; Severino Silva, com o trabalho “Polícia toma o Alemão e mata 19” do jornal O Dia e; Carlos Mesquita, com o trabalho “Desespero dentro da kombi”, publicado no jornal Meia Hora. O trabalho fotográfico de Tiago, “Mãe salva filho em piscinão”, é o único realizado no interior. Os demais foram todos feitos em capitais (Fortaleza, Brasília e Rio de Janeiro). O Comércio também é o único a representar o Estado de São Paulo. No total, 141 trabalhos fotográficos foram inscritos para participar do prêmio. A escolha das fotos na primeira fase foi feita por uma comissão com 25 profissionais da área. A indicação da foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia será feita via internet por uma comissão especial de 50 jurados que votarão em um dos cinco trabalhos selecionados. A foto vencedora ganhará R$ 10 mil. Como na entrega do Oscar do cinema americano, o nome do ganhador é mantido em sigilo absoluto e só será anunciado durante a cerimônia de premiação no Copacabana Palace. Tiago está ansioso. “Toda minha família está na torcida e, com a aproximação da data, a expectativa aumenta” (veja entrevista nesta página). Tiago viajará ao Rio acompanhado da mulher Pâmela. A presidente do Conselho de Administração do jornal, Sônia Machiavelli Corrêa Neves, a editora-chefe, Joelma Ospedal, e a editora-executiva, Denise Silva, também acompanharão a premiação. Para a jornalista Sônia, estar na final do Prêmio Esso é um reconhecimento do talento individual do fotógrafo e do trabalho em equipe desenvolvido no Comércio. “O jornal tem trabalhado de forma ágil e rigorosa, atento às exigências do público, sincronizado com o tempo. As fotos do Tiago retratam isso”. Alvo de intensas críticas após sua publicação, para Sônia, as fotos trouxeram visibilidade ao jornal e à cidade de Franca e mostraram que o Comércio está no caminho certo. “Não chegamos lá por acaso e essa é uma sinalização importante. Estar na final já é uma vitória, uma emoção muito grande, pois as fotos foram avaliadas por profissionais qualificados e respeitados que entendem do assunto”. Além de Tiago, que concorre na categoria fotografia, o jornalista Alceu Luís Castilho, que foi correspondente da APJ (Associação Paulista de Jornais), na qual o Comércio da Franca é filiado, também é um dos finalistas no Prêmio Esso. Castilho concorre ao Prêmio Esso Interior com a reportagem Câmara Bilionária, publicada pelo Comércio em março, no Caderno Brasil. Como o regulamento da premiação não contempla a inscrição por intermédio de uma entidade ou associação, o registro da série de reportagens foi inscrita em nome do jornal Valeparaibano, de São José dos Campos. No entanto, houve a citação de que a publicação ocorreu nos 16 jornais da APJ, suas regiões de abrangência e tiragem média de cada um. Na categoria Interior, além de Castilho, concorrem ao prêmio os jornalistas Herculano Barreto Filho, com o trabalho “Agressão Policial e morte do pedreiro Vilson”, publicado no jornal Correio de Gravataí, de Gravataí-RS, e Marco Aurélio e Robson Bonin, com o trabalho “Operação Ouro Verde - O maior esquema de lavagem de dinheiro da história de Santa Catarina”, publicado no jornal A Notícia de Joinville (SC).

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