Um desacordo comercial entre um vendedor e um travesti foi parar no Plantão de Polícia durante a madrugada de ontem. Motivos da discórdia? O não pagamento de um programa sexual. O cliente alega que não consumou a conjunção, por isso não pagou. Já o traveco diz que fez e não recebeu. Diante da situação, os dois foram parar na delegacia.
O travesti WRJ, 18, morador no Jardim Paineiras, combinou com o vendedor FP, 27, morador no Centro, de juntos realizarem um programa sexual. Pela transa, o homossexual receberia R$ 20. O local escolhido para a “noite de amor” foi uma das ruas escuras do Distrito Industrial.
Já passava da 1 hora, quando os dois começaram a discutir. O programa sexual mal resolvido terminou em ocorrência policial. Segundo o travesti, após a transa seu cliente se negou a pagar o que haviam combinado. O vendedor negou a situação constrangedora. Segundo o rapaz, ele não chegou a manter relação com o travesti e por isso não pagou.
Os dois estavam dentro de um veículo estacionado em via pública. Depois de muita confusão, a polícia foi chamada. Ao tomar conhecimento do que estava acontecendo entre o vendedor e o travesti, a única solução foi apresentar os dois no Plantão Policial. “Aqui cada um deu sua versão. O travesti, bastante exaltado, alegava que não havia recebido pelo programa e queria receber, a título de indenização, mais R$ 30”, disse o escrivão Rogério Primo.
Numa situação inusitada, WRJ ameaçou tirar as roupas dentro do plantão para mostrar suas partes íntimas aos policiais alegando ter como provar que havia mantido relação sexual com o vendedor. “Uma atitude ridícula. Ele começou a levantar o vestido que trajava. Nós o advertimos e dissemos que, se aquilo acontecesse, iríamos tomar outras atitudes contra ele”, disse o escrivão. Ambos acabaram liberados.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.