Prefeitura instala ponto digital e câmeras para vigiar servidores


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A Prefeitura de Franca pretende instalar, em janeiro de 2008, um novo método de controle de ponto para os funcionários públicos municipais. Trata-se da biometria digital, sistema no qual o servidor registra a presença em um equipamento eletrônico de leitura das impressões digitais. Com isso, a administração pretende tornar o cômputo das presenças imediato, além de dificultar fraudes já que, além de registrar entrada e saída, o servidor deve ser obrigado a confirmar a presença em intervalos regulares de tempo. Outra característica do equipamento é uma câmera, montada na parte superior da máquina, para evitar danos. “A Prefeitura detectou que temos um grande mau-uso de mão-de-obra. Muitos locais não têm condições de ter o controle efetivo do ponto e, no nosso caso, a iniciativa é uma forma legal de controle”, disse Jerônimo Sérgio Pinto, secretário de Administração de Franca. Duas unidades já funcionam no paço municipal. Os demais equipamentos serão instalados em etapas. A primeira delas custará aos cofres públicos cerca de R$ 250 mil. Serão instalados 30 terminais, sendo que cada um pode reconhecer ao menos 50 pessoas. “A implantação será simultânea, mas priorizaremos os setores com mais servidores, como as áreas da Educação e da Saúde, inclusive Unidades Básicas de Saúde e Pronto-Socorros”, diz Jerônimo. Ainda segundo o secretário, o investimento será compensado pelo aumento da produtividade. “Imaginamos que o custo de implantação será ‘pago’ pelos servidores, com aumento na produtividade, já no primeiro mês”, disse. SAÚDE Embora a administração declare publicamente que pretende implantar o sistema de biometria seguindo o critério de número de servidores, um assessor que trabalha diretamente com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) garante que o primeiro setor a receber o equipamento será a Saúde. As razões da escolha, segundo informações de bastidor, são outras: a Prefeitura quer “fechar o cerco” contra médicos que não cumprem a jornada de trabalho completa. Questionado, Jerônimo preferiu não comentar os problemas, mas afirmou que os profissionais da Saúde terão de se sujeitar ao ponto da mesma forma que os demais servidores. “O contrato de trabalho exige que os médicos cumpram quatro horas. Existem acordos coletivos e individuais que prevêem escalas de trabalho, mas a lei precisa ser cumprida”.

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