Compassos apaixonados


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O som que sai das mãos delicadas sobre o teclado do piano, observado atentamente pela professora e diretora do Conservatório Musical da Franca/Pestalozzi, Marlene Minervino de Castro, é fruto de paixão e anos de disciplina, dedicação, perseverança, determinação, paciência e estudos constantes. “O piano é ingrato, tem que estudar sempre”, sentencia a mestra Marlene, que conta décadas de profissão. Para se formar no Conservatório como pianista é preciso, em média, sete anos de aulas e todas as características acima descritas. Não é para qualquer um. Mas 90% dos músicos de Franca, de acordo com Marlene, já passaram pelo Conservatório que forma mais uma turma hoje, às 20h30, no salão “Anália Franco”, da Escola Pestalozzi. Érika Barbosa Viana Paganucci, 27, e Gabriella Fachada Biondi, Lara de Lima Andrade e Maria Alzira Vilaça Ambrósio, todas com 17 anos, apresentam hoje o resultado de tantos anos dedicados com paixão ao piano executando obras de grandes compositores eruditos: Chopin, Liszt e Tchaikovsky. Além de Marlene, as alunas foram orientadas pelas outras duas professoras do Conservatório, Maria Carolina Lemos Soares Vasconcelos, e Telma A. Piola Verzola de Melo. A turma de formandas leva o nome da médica pediatra Maria Terezinha Trevizani Ticly. “Dois filhos dela já passaram pelo Conservatório e ela prestigia e incentiva muito nossos alunos”, explicou Marlene. O patrono é Ademar Ambrósio, pai da formanda Maria Alzira e de mais três filhas que já se formaram no Conservatório. Como paraninfa, a eleita foi a presidente do Conselho de Administração do Grupo Corrêa Neves de Comunicação, Sônia Machiavelli. “Há muito tempo nós queríamos que a Sônia fosse paraninfa de uma turma do Conservatório, mas nunca dava certo. Este ano teremos essa satisfação. Ela é uma pessoa sensível, culta, dinâmica e que aprecia arte”, disse Marlene. A TRAJETÓRIA Érika começou a estudar piano com 6 anos; na época era a aluna mais nova de Marlene. Em um momento de dúvida, por que todo aluno de piano passa, parou com as aulas, se casou e teve filhos. Mas a paixão pelo instrumento, que passa de mãe para filha, foi mais forte e ela retornou ao conservatório. “Minha mãe se formou com Marlene e eu sempre tive vontade de aprender. É de família, hoje minha filha de 6 anos também se senta ao piano da minha casa e quer tocar”, conta orgulhosa. As mais novas também têm as mesmas refências: família e a professora Marlene. Maria Alzira espelhou-se nas irmãs; Gabriella, que começou a tocar com 7 anos, ouvia a mãe, que se formou com Marlene, tocar em casa. Lara não tinha piano, mas o irmão fez aula e a família sempre ouviu música erudita. Telma e Marlene não poupam elogios às alunas. “São todas dedicadas e responsáveis”. A HISTÓRIA O Conservatório de Música de Franca foi criado na década de 50 pelas Irmãs do Colégio Jesus Maria José e se localizava na Rua Ouvidor Freire. Nos anos 70 foi adquirido pela Escola Pestalozzi, que o transferiu para sua unidade e posteriormente para um prédio próprio, onde está até hoje, na Rua Prudente de Morais. Em 2003, a Escola passou por uma reestruturação que tornou o Conservatório financeiramente independente, mas ainda com o apoio estrutural do Pestalozzi.

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