O Vasco da Gama tinha um objetivo: vencer. Jogou com inteligência e contou com o desespero do adversário. Teve sorte? Isso faz parte. Teve sorte ou o adversário é que falhou nas finalizações? Os corintianos atacaram mais e finalizaram com defeito. Várias vezes o passe final foi mal dado.
Faltou competência aos atacantes. Um deles, o Arce, entrou na área sozinho e quis cobrir o goleiro. Conseguiu mas também cobriu o gol. Certos momentos exigiram um passe correto para o jogador melhor colocado. Bola na trave é erro e não acerto. O que pode ser dito é que a angústia de vencer levou o Corínthians a perder. O time, dentro de suas limitações, correu e lutou. Repito: teve oportunidades para marcar, mas sobrou incompetência para o seu ataque.
O Vasco teve uma série de bons momentos, esbarrando em Felipe e na falta de pontaria de seus jogadores. Teve um lance para decidir e conseguiu. O bom, para o Vasco, é que o time não se abala. Leandro Amaral, que vi jogar desde os juniores da Portuguesa de Desportos, foi o grande nome da equipe. Está em notável forma e, ao que parece, poderá mudar de clube. Não sei se isso seria bom para ele, no entanto é uma questão a ser decidida pelo profissional.
O que ficou do jogo é a participação intensa da torcida corintiana. Um grande cineasta faria um filme maravilhoso com as reações dos torcedores. Ficou uma vez mais provado que torcida do Corínthians pode mesmo ajudar. Só não consegue entrar no gramado e decidir um jogo a favor do seu time. É evidente que o jogador, em campo, sente esse amor, mas quer agradecer e erra muito. Ele põe emoção e angústia. Está perdido o Corínthians? Não. Ganhar do Grêmio é a missão deste domingo. E olha que pode até empatar, dependendo dos resultados dos jogos de Goiás e Paraná Clube. Esta chegada do Brasileirão na decisão dos últimos colocados da tabela e que caem para a Série B não é teste para cardíacos.
BRAGANTINO
Por falar em Série B, o Bragantino acaba de conquistar o direito de disputá-la em 2008. O time conseguiu este privilégio ao vencer o Campeonato Brasileiro da Série C. Foi uma disputa emocionante. Subiram também o Bahia, que ficou em segundo lugar no octogonal final; Vila Nova, de Goiás, um dos times de maior torcida no referido Estado; e ABC, de Natal. Uma atração: o velho e lendário Túlio foi o artilheiro da competição e continua na luta para chegar aos 900 gols na carreira. Já superou os 800. E deve continuar marcando seus golzinhos na próxima temporada.
VITÓRIA
O Vitória subiu para a Série A do Brasileirão e livrou-se dos jogos marcados pela rivalidade com o Bahia. O tricolor baiano chegou agora à Série B onde encontrará velhos conhecidos do futebol paulista como Santo André e Ponte Preta. Livrou-se de Ituano, rebaixado ao lado do Paulista. Já o América, de Natal, caiu para a B e terá o ABC, que está de volta. Fica enfraquecido o futebol gaúcho com a queda do Juventude da Série A. Os pernambucanos mantiveram Sport e Náutico, enquanto o Santa Cruz, escorreu um pouco mais, indo para a Série C. Esse sobe e desce, é normal do futebol. Minas fica mais forte com o Ipatinga e São Paulo tem a volta da Portuguesa de Desportos à elite do País. Todos os clubes entenderam que se não se reforçarem poderão também sofrer os efeitos desta gangorra.
DÚVIDA
Quanto será que custará Beckham ao Estado do Rio Grande do Norte para fazer divulgação do mesmo? Não vai ser pouco....
ESTÁDIOS
Fiscalizar a estrutura dos estádios é o que se exige. Evitar tragédias, como a que aconteceu em Salvador, na Bahia, é possível. Só para ilustrar, quando o São Paulo F.C. notou que o seu Morumbi estava com a estrutura abalada tomou logo providência, gastou muito dinheiro e colocou a casa em ordem.
EXEMPLOS
Mineirão, Maracanã e Serra Dourada também foram reforçados para evitar acidentes. A Portuguesa de Desportos, há anos, teve de derrubar o seu estádio de madeira e construir no local o Canindé. A Ferroviária, de Araraquara, derrubou também uma arquibancada de madeira e fez uma de cimento. Em várias partes do mundo onde aconteceram desastres os governos se movimentaram para evitar novas tragédias.
INGLATERRA
Os estádios ingleses foram todos reformados, com sucesso. Quando uma multidão ocupa um estádio, pulando o tempo todo, em movimentos diferentes, as estruturas têm de ser fortes mesmo, modernas, caso contrário não resistem. O Palmeiras teria sério risco com o acúmulo de água na cobertura de sua arquibancada. Isso foi resolvido muito bem.
LUGAR DE FESTA
Nós queremos festa nos estádios, sem tumultos ou mortes. Este é um local de alegria e não de violência e tristeza. Lembro também que o estádio do Coritiba, em Curitiba; o Olímpico, do Grêmio, em Porto Alegre, passaram por revisão completa para evitar tragédias, principalmente o do Coritiba, mas uma boa parte do Olímpico chegou a ser interditada. É preciso tomar providências antecipadas, principalmente em país que vai promover, em 2014, uma Copa.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.