Enterradas se tornam show na vitória sobre São João


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Unimed/Franca e São João da Boa Vista fizeram um jogo para enlouquecer a torcida, ontem à noite, no Poliesportivo. No placar, ninguém prestou muita atenção. O jogo terminou em 105 a 66 (54 a 36) para os donos da casa. Os mais de 1,3 mil torcedores presentes no ginásio francano ficaram atentos foi nas enterradas realizadas na partida válida pelo segundo turno do Paulista. Mesmo com a vitória de Limeira sobre o Pinheiros/Santo André por 109 a 99, Franca lidera a competição com 25 pontos. Limeira aparece como vice, com 24. Logo no início do jogo, Márcio Dornelles começou a seqüência de cravadas. Ele foi o autor de três em consecutivas. Felipe intercalou as suas com outras três. Rafael Mineiro teve duas. Talvez um dos lances mais bonitos surgiu de uma ponte aérea de Helinho para Mineiro, que se esticou todo para cravar. O pivô ainda caiu de mau jeito no chão, mas continuou até o fim. As roubadas de bola também foram lances que arrancaram gritos dos torcedores. Matheus e Helinho foram os melhores "ladrões" do grupo, com quatro roubadas cada um. O time inteiro conseguiu 19 roubadas, enquanto o São João obteve 11. Já no quesito dois pontos, a equipe francana prevaleceu sobre o adversário. O Unimed/Franca teve 71% de acerto em dois pontos e 47% nas bolas de três. O adversário teve aproveitamento somente de 33% em bolas de dois pontos e 52% nas de três. Entre os jogadores com a pontaria certeira, o mais calibrado foi o pivô Drudi, que marcou 22 pontos e comandou o garrafão com 14 rebotes, além de ter roubado três bolas. Por São João, Feliz fez jus à sua posição entre os melhores cestinhas do campeonato. Ele foi o que mais pontuou pela sua equipe, mas com um número aquém de outros jogos, convertendo 13 pontos. Ao técnico do São João, Marcelo Barbosa, o Té, só faltou elogiar o adversário. "Jogar contra o Franca é muito difícil", comentou ele sobre a "lavada" de 39 pontos que levou. São João perdeu o primeiro quarto por 31 a 13. empatou o segundo em 23 pontos. Perdeu o terceiro por 23 a 13 e o último por 28 a 17. Da arquibancada, mãe, irmão, avô e avó do ala Cauê fizeram a festa. Reserva, o jogador atuou por mais de 18 minutos ontem e fez dez pontos. "Hoje tenho que pagar bixo para ele. Serão R$ 20", festejou o avô, Eurípedes Verzola, 78. Outros que não estiveram nem aí para o placar, mas para o espetáculo era um grupo de 16 meninos e meninas de Manaus (AM). Eles fazem intercâmbio na clínica de basquete da cidade, assistiram à partida e fizeram fotos com o técnico Hélio Rubens e os jogadores. Amanhã, o Franca enfrenta o São José dos Campos fora de casa, às 17 horas. O técnico Hélio Rubens Garcia disse ontem que tenta fechar com um pivô do Senegal. É Cheikh Ya Ya Dia, 33, atualmente no Belgrano San Nicolas, da Argentina, que já defendeu a seleção de seu país.

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