A pespontadeira Ana Calmi Horácio da Silva, 28, saiu de casa no fim da madrugada de ontem e seguiu para o trabalho, em fábrica de tênis. Logo depois, os três filhos foram para a escola. Não demorou para que ela recebesse uma triste notícia: sua casa estava pegando fogo.
Faltavam alguns minutos para as 10 horas, quando o industrial Carlos Roberto Ribeiro avistou uma fumaça preta e labaredas saindo de uma residência vizinha, na Rua José Luiz Garcia, Jardim Guanabara. A casa da pespontadeira estava tomada pelas chamas. “Desliguei o relógio de energia, enquanto outro rapaz estourou o cadeado do portão com o martelo. Um vizinho pegou uma mangueira para tentar ajudar. Os bombeiros chegaram logo em seguida, mas não tiveram condições de salvar a residência”.
O fogo destruiu a casa e queimou todos os móveis, roupas, aparelhos eletrônicos e alimentos. O calor foi tão intenso que as paredes ficaram rachadas. Diante da gravidade da situação, a Defesa Civil resolveu interditar a residência e orientou a família que deixasse o local. Havia risco de desaba.
Separada do marido, Ana Calmi e os três filhos, de 8, 9 e 12 anos, moravam de aluguel no imóvel de apenas dois cômodos. No fim da tarde, tentava retirar objetos que resistiram ao incêndio. O cheiro de fumaça e a caloria ainda eram intensos. “Estou transtornada. Perdi tudo. Juntei moeda por moeda e comprei uma geladeira à vista em março. É triste”.
Ana disse que passaria a noite na casa de uma amiga. Vizinhos prometeram ajudá-la a alugar outra casa e doar produtos de maior necessidade. A polícia acredita que um curto-circuito tenha dado origem ao fogo. A fiação elétrica é antiga e já teria dado problemas anteriormente.
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