Por R$ 19, alunos da FDF realizam protesto e apitaço


| Tempo de leitura: 2 min
UNIDOS - Alunos da Faculdade de Direito de Franca durante protesto no campus da instituição: protesto por R$ 19
UNIDOS - Alunos da Faculdade de Direito de Franca durante protesto no campus da instituição: protesto por R$ 19
R$ 19 foi o estopim para que aproximadamente cem alunos da FDF (Faculdade de Direito de Franca) realizassem, ontem, um protesto na porta da faculdade. O valor, que corresponde a 4,9% na mensalidade, será o reajuste que os estudantes terão de pagar no próximo ano. A parcela passará de R$ 387 para R$ 406. O motivo apontado pela direção para o reajuste é a inflação e o aumento das despesas administrativas, como contas de água, luz e telefone. Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), o valor é 0,9 ponto porcentual maior que a inflação projetada para o ano de 2007, que é de 4%. Usando faixas e cartolinas com frases como “indignação” e “queremos atenção”, barulho de apito e nariz de palhaço, os protestantes entoaram canções contra o reajuste. “Só assim eles vão nos ouvir. Não estamos questionando apenas sobre o reajuste, mas condenando a falta de comunicação. Queremos ampliação da participação dos alunos nas reuniões que acontecem entre os professores”, disse um aluno do 3º ano que se identificou apenas como Gabriel. Depois de esperar por mais de uma hora em frente a diretoria, com cadernos e livros nas mãos, o diretor da faculdade, Euclides Celso Berardo, aceitou se reunir com os alunos para discutir as reivindicações. Às 10h50, ele e 25 estudantes foram para uma das salas da faculdade e iniciaram um debate. Berardo acredita que o aumento é natural. “A mensalidade vem subindo, nos últimos anos, muito pouco em relação aos gastos. Em 2005, gastávamos uma média de R$ 1,2 mil de energia elétrica. Em 2006, o total subiu para R$ 9 mil”, disse. Após 1h30 de conversa, alunos pediram mudanças como a diminuição no valor cobrado para quem fica de dependência nas matérias (R$ 70). O diretor os ouviu e prometeu levar essa e outras reivindicações para as próximas reuniões de professores. REIVINDICAÇÕES Outra questão levantada pelos alunos diz respeito à qualidade do corpo docente. Mais uma vez sem se identificaram, sete alunos ouvidos pelo Comércio qualificou os professores como “dinossauros”. “Não somos incentivados dentro de sala de aula e as provas não têm coerência com o conteúdo das matérias dadas em classe”, desabafa uma das estudantes. Sobre o tema, Berardo afirmou que fará uma reunião, no ano que vem, para discutir o assunto, mas ressaltou que considera fundamental a posição do aluno. “A força de vontade é essencial, assim como a cobrança ao professor”, finalizou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários