A volta da produção da Samello custará entre R$ 1,5 milhões e R$ 2 milhões. Para isso, a empresa disponibilizou imóveis para a venda. Alguns, inclusive, como a área localizada em frente à fábrica, na General Carneiro, e um prédio comercial no Centro. Outros, estão em fase final de negociação. “Temos negócios que estão evoluídos e espero que no fim de semana a gente concretize o negócio”, disse Miguel Sábio de Mello Neto.
Com os imóveis vendidos, a empresa levantou em torno de R$ 5 milhões, dinheiro utilizado na amortização de dívidas, sendo que R$ 1,5 milhão foi destinado para ex-funcionários e prestadores de serviços. Com isso, desconsiderando-se a correção, a dívida atual estimada está na casa de R$ 85 milhões. “Como já quitamos alguns compromissos, com R$ 1,5 milhão ou R$ 2 milhões começaríamos sem problema”.
Outra questão a ser resolvida pela diretoria diz respeito aos fornecedores. Centenas deles, das mais diversas áreas, principalmente de componentes, constam da lista de credores da empresa. Para “preparar o terreno”, contatos semanais têm sido realizados pela indústria. Ainda assim, dificuldades são esperadas. “Sabemos que, num primeiro momento, teremos de pagar à vista ou com prazos curtos”, disse Mello.
AGONIA
Desde 16 de outubro de 2006 a Samello não produz nada em suas esteiras. A paralisação se deu por falta de recursos para pagar os salários dos 400 funcionários. Com isso, coube a fábricas terceirizadas manter a marca no mercado. Quando parou, a Samello tinha três folhas de pagamento em atraso. No dia 31 daquele mesmo mês, a Samello mandou embora 117 funcionários. Em novembro, mais 283 foram demitidos. Muitas das rescisões ainda não foram quitadas.
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