As constantes apreensões de CDs e DVDs ‘piratas’ em Franca por policiais do município demonstram que esse mercado clandestino está em ascensão e que a ‘produção’ de cópias de obras musicais e cinematográficas já alastrou por todos os rincões do País devido, em primeiro lugar, ao grande número de consumidores e também por que não exige aparelhos sofisticados para a reprodução.
Sobre isso, não se discute que se trata de um verdadeiro crime, praticado especialmente contra autores, produtores, músicos, compositores, atores, gravadoras e estúdios de cinema. É, em outras palavras, apropriação indébita de algo para auferir lucros ou, se preferirem, autêntico roubo.
Por outro lado, é preciso assinalar que o sucesso dessa ‘pirataria’ é devido ao preço que é cobrado por um CD ou um DVD original - enquanto o ‘de fábrica’ custa, em média R$ 30,00 (CD) e R$ 50,00 (DVD), as cópias podem ser compradas por R$ 5,00 e R$ 10,00, respectivamente.
Como ainda impera no País a Lei de Gérson – ‘o importante é levar vantagem em tudo, certo?’ –, a quantidade de pessoas que preferem adquirir um ‘pirata’ é infinitamente superior àquela que opta pelo ‘original’.
Os representantes das indústrias musicais e cinematográficas fazem propaganda contra a ‘pirataria’, expressam seus reclamos pelos prejuízos e conclamam os consumidores a não comprar CDs e DVDs copiados. Mas, esquecem de fazer a parte que compete a eles para minimizar a situação, ou seja, não reduzem os preços dos seus produtos, quase que proibitivos para a grande maioria da população.
Se a ganância das gravadoras e dos produtores de filmes não fosse tão exacerbada, os preços desses produtos poderiam ser ‘mais em conta’ e, assim, a ‘pirataria’ praticamente deixaria de existir. Como se observa, a solução para o problema não é tão complicada assim.
BATEDORES
Não se trata de batedores da Polícia Militar, mas, sim, de batedores de carteiras espalhados pelo centro da cidade, sempre de olho em pessoas descuidadas. Ainda ontem, um aposentado teve sua carteira surrupiada com todo o dinheiro que acabara de receber no banco. Todo cuidado é pouco em período de festas, ocasião em que a bandidagem está à solta.
TOMANDO DINHEIRO
É incrível a quantidade de empresas comerciais e bancos correndo atrás dos minguados dos trabalhadores. O décimo terceiro salário, então, nem é bom comentar. Existem empresas que estão prometendo até o paraíso em troca dos salários extras dos trabalhadores. Todo cuidado é pouco.
POLUIÇÃO SONORA
Os carros e motos de som continuam desafiando as leis e nossas autoridades. Parecem os donos da cidade, peitam o prefeito Sidnei Rocha e sua determinação de fazer de Franca uma cidade menos barulhenta. Iniciam às 07 horas com barulho ensurdecedor, não respeitam creches, hospitais, asilos, doentes ou moradores. A população não mais aceita o jogo em que ‘as autoridades fingem que fiscalizam e os poluidores fingem que obedecem’.
MOBILIZAÇÃO
Algumas associações de bairros já pensam em realizar campanhas contra as lojas que patrocinam esta baderna na cidade. Elas entendem que, se existe barulho, é porque alguém está patrocinando. Basta solicitar aos moradores que não comprem em estabelecimentos que anunciam em carros de som e patrocinam a poluição sonora nos bairros. Esse boicote será mortal para os patrocinadores, pois o tiro sairá pela culatra.
RAINHA DO CARNAVAL
O concurso para a escolha da Rainha do Carnaval 2008 de Franca será nesta sexta-feira, dia 30, às 21 horas, no restaurante do Castelinho. As entidades interessadas em inscrever candidatas, desde que tenham 18 anos completos, poderão preencher a ficha e entregá-la até as 18 horas desta quinta-feira na Rua Marechal Caxias, 2785, esquina com a Avenida Major Nicácio. Não podem participar do concurso candidatas que já tenham sido Rainha do Carnaval de Franca nos últimos 5 anos. A organização desse concurso tem o apoio da FEAC - Fundação para o Esporte, Arte e Cultura e Prefeitura de Franca.
POSITIVO
O centro de Franca ficou bonito com a caprichada decoração natalina. A Praça Nossa Senhora da Conceição ganhou, como parte das comemorações dos 183 anos da cidade, uma árvore gigantesca, toda iluminada com microlâmpadas, também instaladas nas principais árvores, dela e da Praça Barão. Tanto o Poder Público quanto a Associação Comercial não mediram gastos e criatividade na ornamentação dessas duas praças centrais e dos calçadões da Voluntários e Rua do Comércio, que ganharam atraentes tapetes de luzes.
NEGATIVO
Apesar da beleza no centro, anda faltando ‘clima’ pelos lados da Praça da Estação, que está desconectada com o período. O velho e abandonado coreto, escondido entre as barracas, já não tem mais atração. Palco de bandas e fanfarras no século passado, testemunha de juras de amor e beijos apaixonados, permanece teimosamente em pé, esperando que nossas autoridades se compadeçam dele. Esquecida e maltratada pelo descaso, a Praça da Estação convive com o abandono, anda cheia de escuridão. Apenas alguns vaga-lumes que brincam de esticar a noite irão iluminar o seu Natal.
DEPENDENTE
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