Conheço vários jornais do interior de São Paulo e de Minas Gerais e posso garantir que o Comércio da Franca está entre os melhores. A criatividade na elaboração das capas e, principalmente, a escolha dos temas abordados (incluindo a manchete de capa) são, na maioria das vezes, perfeitas. Não concordei, no entanto, com o que aconteceu na edição da terça-feira, 20 de novembro. Acho que o jornal foi infeliz. Escolher como destaque o acidente que matou o casal ao invés de “comemorar” o aniversário da pequena Marcela, foi realmente uma péssima escolha. Se o acidente realmente servisse de lição aos jovens por misturarem bebida e direção, até concordaria. Mas, como a própria matéria informa, o casal fugia da polícia e ainda era suspeito de envolvimento com droga. O acidente não serve de exemplo, como quis insinuar o título. Serviria sim, se os jovens acidentados fossem apenas imprudentes e tivessem sido irresponsáveis ao se embriagarem e dirigirem. O caso da pequena Marcela é um tributo à vida, à vontade de viver, à perseverança da mãe. Um caso que merece destaque no noticiário nacional. Concordo que a desgraça vende, mas não podemos deixar que esse se torne o principal objetivo de um veículo de comunicação tão importante para a cidade e região. A crítica é construtiva e, de forma nenhuma, desmerece o trabalho realizado pelo Comércio.
Marcelo
é leitor do Comércio da Franca
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Triste. Somos super-homens, somos invulneráveis? Não. Somos tão frágeis quanto uma casca de ovo. Penso nos meus filhos, um de 24 anos outro de 21 e uma de 19 anos. Quando eles saem, fico em casa esperando que voltem, e voltem como saíram. Sei que eduquei com carinho mostrando como é a vida ou tentando explicar. No mundo de hoje, no qual os filhos não pedem mais a bênção a seus pais, só podemos esperar que os anjos os protejam de tudo; sexo, drogas e gente com muita maldade no coração. Se estavam errados; se ficaram com medo da polícia e correram, não podemos culpar ninguém, se não a falta do amor à vida e o respeito aos outros. Espero que todos orem pelas suas almas, que o Senhor os receba e que possa acalmar suas almas tão jovens e que partiram desta forma. Aos pais dos jovens, que possam se refazer desta tragédia e guardar com carinho as lembranças de seus filhos.
Ettore Spirlandeli Netto
é leitor do Comércio da Franca
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Agora a culpa é da polícia. Se correram é porque algo de errado tinha. Quem não deve não teme fiscalização de qualquer tipo. A família não acredita no consumo de crack mas foram achadas 2 pedras do entorpecente dentro do veículo e só falta dizerem que foram os policiais que colocaram lá.
Mais uma vez vemos que direção e álcool não combinam. Dois jovens imprudentes perdem a vida de forma tão violenta e deixam para trás uma criança que não tem nenhum conhecimento do que é a vida, mas carregará consigo o trauma de não ter a companhia dos pais daqui em diante. Moro bem perto e fiquei horrorizada com o que aconteceu. Vi tudo.
Fabiane
é leitora do Comércio da Franca
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