PM é atacado durante prisão e mata rottweiler


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A dona de casa Sônia Aparecida Felício Pereira ficou indignada com a ação policial e chorou ao lado do corpo do animal: para ela, o cachorro não precisava ter sido morto
A dona de casa Sônia Aparecida Felício Pereira ficou indignada com a ação policial e chorou ao lado do corpo do animal: para ela, o cachorro não precisava ter sido morto
Um PM mordido na perna, um cão morto a tiros, um homem preso em flagrante. Uma mulher revoltada. O tempo esquentou ontem à tarde na Vila Santa Terezinha. Durante a prisão de um acusado de furto, o policial foi atacado e ferido por um rottweiler. Abateu-o com dois tiros. O dono do cachorro foi levado para a cadeia. Uma parente, dona do cão, ficou lamentando a morte do animal de estimação. A “ocorrência animal” se deu por volta das 14 horas no interior de uma residência da Rua Zacarias Wagner. Policiais militares procuraram um homem que havia furtado produtos alimentícios de um supermercado nas proximidades. No local, encontraram o sapateiro LFP, 25, que já esteve preso várias vezes, e os alimentos. No momento da detenção, o acusado estava sentado no vaso sanitário enrolando um cigarro de maconha. Apenas ele e duas crianças (que são cuidadas por uma parente de LFP), uma de três e outra de um ano, estavam em casa. No quintal, uma coleira e um pedaço de arame mantinha o rottweiler “Peter” preso a um poste de madeira. “Ao me ver com uma das crianças no colo e o meliante sendo algemado, o cão começou a latir forte e se soltou. Ele veio para cima e mordeu minha perna esquerda. Como não soltava, dei dois tiros em sua direção. O animal ainda tentou avançar nos outros integrantes da guarnição, mas perdeu as forças e caiu. Se não fosse morto, poderia ter atacado as crianças”, contou o soldado Durval. Enquanto o cão agonizava em meio a uma poça de sangue, os policiais colocaram o acusado na viatura e o levaram para o 5º DP. LFP falou com a reportagem e negou ter sido o autor do furto. “Não fui eu que roubei, não. Comprei os produtos de um chegado por R$ 30. Apenas fui o receptador”. Ele admitiu já ter sido preso duas vezes pelo crime de furto e ser viciado em drogas. “Estava bolando (enrolando a droga) para fumar na matinha (maconha) do Horto, quando eles chegaram e me chamaram”. [FOTO2] O delegado Hélder Rodrigues não ficou sensibilizado com as desculpas do criminoso e decidir autuá-lo em flagrante. “É um velho conhecido da polícia. Na semana passada, já havia sido preso”. A parente do sapateiro, Sônia Aparecida Felício, que é dona do rottweiler, ficou indignada com a ação da polícia. Ela afirmou que o “Peter” era manso e que nunca havia atacado ninguém nos 12 anos em que vive com a família. “Se ele errou, tem que pagar, mas o cachorro não tem culpa. Acho que se assustou com os policiais. Preferia ter morrido no lugar dele. Para mim, isto é o fim da minha vida. Eu poderia ter me defendido, o cão, não”. Após a elaboração da ocorrência, o soldado Durval foi encaminhado ao pronto-socorro e medicado. Estava com duas lesões na panturrilha, deixadas pelas presas do animal.

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