Mais uma vez, alguns vereadores “amarelaram” diante da presença de público na Câmara. Com 15 taxistas no plenário pressionando, a maioria decidiu adiar para a semana que vem o projeto de lei de Valter Gomes (PSB) que permite a presença de taxistas de cooperativas em pontos convencionais da cidade, prática hoje proibida.
Em mais de duas horas de discussões, os taxistas utilizaram a tribuna para tentar convencer os parlamentares a rejeitarem o projeto. Durante a fala de um deles, Gomes pediu um aparte e questionou: “Por que os cooperados não têm direitos? Eles são donos do ponto e podem utilizá-lo”, disse.
Outro vereador que discutiu com os taxistas foi Gilson Pelizaro (PT). Para ele, a Câmara tem de se focar no interesse da maioria.” Sou favorável ao projeto e pressão não vai fazer eu mudar de idéia”, disse.
Ainda na pauta de ontem, foram votados dois projetos de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que tratam de transferência de dotações orçamentárias (leia texto abaixo); subvenções financeiras às entidades Ceprol e Caminhar; autorização para o município fechar parceria com a União para a manutenção dos cartórios eleitorais.
Também foi dada autorização para que a Prefeitura pague tributos sobre as multas de trânsito recolhidas entre 2002 e 2004, quando R$ 371 mil deixaram de ser repassados ao Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito). Corrigido, o valor deverá beirar os R$ 700 mil.
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