Pelo menos 35 empregos são criados por dia em Franca


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Franca já gerou neste ano 10.851 empregos formais, o que significa uma média de 35 novas vagas abertas por dia na cidade. Para quem está acostumado a ouvir as queixas do setor calçadista, o número surpreende. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego) divulgados na semana passada mostram que, até o momento, este foi o segundo melhor ano em termos de geração de emprego desde 1999, quando o cadastro foi instituído pelo governo. O número de novas vagas só não é maior que o de 2004, quando foram abertos 16.575 postos de trabalho. O saldo de vagas do Caged considera os registros de admissões menos os de demissões realizados no período entre janeiro e outubro de cada ano. Pelo levantamento, a atividade econômica que mais gera vagas continua sendo a indústria de transformação, dominada por fábricas de calçados e seus derivados. Foram 8.832 vagas, ante 6.549 do ano passado. Em 2004, o saldo de vagas do setor foi de 12.899. A pesquisa do Caged, tanto para o Ministério do Trabalho quanto para o Sindicato dos Sapateiros de Franca, colocam em dúvida a crise que empresários do setor calçadista dizem enfrentar. “Quando o pessoal vem falar: tá em crise, tá em crise; eu tenho que ver os números. O que o Caged me aponta é que realmente não está tendo tanto desemprego assim na cidade”, disse o subdelegado do Ministério em Franca, Jamil José Leonardi. O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, diz que os números vêm só confirmar o que o sindicato fala há tempos. “Contra números não há argumentos. Não tem choradeira. Nós estamos falando, desde o começo do ano, que esta história de crise, de desemprego contada pelos empresários não existe. Nós não discordamos que a exportação está com uma certa dificuldade, mas a indústria de calçados está bombando e trabalhando muito”. O presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca), Jorge Félix Donadelli, que já havia comentado que o mercado interno absorveu parte da produção destinada à exportação, diz que houve um aumento no número de empregos do setor, mas não neste patamar. “Estamos fazendo as contas. O setor setor calçadista não gerou tantas vagas, mas sim os outros ramos industriais. A indústria de transformação não tem só calçados. O setor de componentes está indo bem e exportando”. SUBINDO Os setores de comércio e serviços também apresentaram contribuições para os números positivos de empregos. Juntos, foram responsáveis por 2.056 novas vagas. O presidente da Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca), João Cheade, disse que, neste final de ano, o crescimento de vagas deve ser ainda maior. “Franca continua em desenvolvimento. A cidade vai ter uma movimentação muito grande. Normalmente existe uma geração de emprego maior do que esta. Vai aumentar mais”. Enquanto os setores industrial e comercial estão contratando, a agropecuária demite. O Caged aponta que, nestes dez meses de 2007, houve um saldo negativo de 222 vagas. A explicação, de acordo com o presidente do Sindicato Rural de Franca, Geraldo Cintra Diniz, é o clima. “Tivemos uma estiagem muito grande. Foi pouca chuva e não teve nada para carpir. Atrasou tudo”. Ele cita seu próprio exemplo. “Geralmente chego a contratar até 100 pessoas para a colheita de café. Neste ano, foram apenas sete”.

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