Usuários da Avenida Abrahão Brickmann foram surpreendidos por uma ação supressa na noite de domingo. Depois de receber reclamações de moradores vizinhos, a Polícia Militar fechou parte da via para fiscalizar motoristas e veículos. A finalidade foi coibir os abusos.
Os policiais vistoriaram 21 veículos durante a blitz. Foram apreendidos dois carros, quatro motos e cinco documentos. Onze motoristas foram multados por infrações diversas. A polícia informou que pretende desencadear operações semelhantes em outros pontos onde a incidência de acidentes também é preocupante. As avenidas Brasil, no Paulistano, e Chafic Facury, no Noêmia, devem ser as próximas a receber o bloqueio.
O excesso de velocidade, muitas vezes motivado por disputas de rachas, tem provocado inúmeros acidentes na avenida. Em agosto, um sapateiro morreu depois de bater sua moto na traseira de um carro. No mês seguinte, um Chevett desgovernado, que estaria disputando racha, avançou a calçada e atropelou uma mulher de 37 anos. A vítima ainda teve tempo de empurrar o filho de oito anos.
O gesto evitou que ele fosse atingido em cheio. De acordo com vizinhos, depois da retirada do radar e de lombadas, os casos de atropelamento têm se intensificado. “Tivemos várias reclamações e denúncias de arruaças cometidas por motoristas e motoqueiros. A avenida estava sendo usada para acrobacias. Por isto, resolvemos fazer uma operação para tentar coibir os abusos, que estão levando perigo aos moradores e usuários da via. A intenção foi preservar o sossego público”, disse o capitão Trevisan.
A operação foi realizada das 22 às 23 horas e contou com a participação de 25 homens. O trecho da avenida compreendido entre a Rua Teotônio Vilela, no Leporace, até a Alberto Fico, no Portinari, foi bloqueado. Ninguém saía sem passar pela checagem dos policiais. Alguns veículos foram abandonados por seus proprietários.
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