Motores envenenados e muita adrenalina agitam Poliesportivo


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Motoqueiro apresenta manobra radical na tarde de ontem no Poliesportivo: platéia tem várias opções no local, como shows de rock e Concurso Gata Molhada
Motoqueiro apresenta manobra radical na tarde de ontem no Poliesportivo: platéia tem várias opções no local, como shows de rock e Concurso Gata Molhada
Calças e jaquetas pretas, barba por fazer, correntes de metal, tatuagens, piercings, muito rock’n roll e máquinas com o motor envenenado que se aventuram em manobras radicais. Desde sexta-feira, esse tem sido o cenário no estacionamento do Poliesportivo Pedrocão, que sedia até a tarde de hoje o 6º Encontro Nacional de Motociclismo. O evento reúne jovens, a maioria homens, e cinqüentões apaixonados por motos, que quanto mais potentes e barulhentas, melhor. Ontem, no segundo dia de apresentações, os participantes puderam conferir manobras de equipes profissionais e também de amadores. Em outra área do recinto, barracas foram montadas para a venda de roupas, acessórios e equipamentos. É nesse espaço que os motoqueiros estacionam suas “venenosas” para admiração do público. O encontro conta também com praça de alimentação e palco para apresentação de bandas. Para a noite de ontem, estavam previstos o concurso Gata Molhada, briga de garotas na espuma e show com a banda Mister Magoo. Hoje, a programação é semelhante, só não conta com a atração musical. Os portões serão abertos a partir das 8 horas. A renda da bilheteria será revertida para a instituição Caminhar. Montado numa RF 900 Suzuki, avaliada em R$ 26 mil, o mestre-de-obras Ricardo Alves, 40, veio de Araxá-MG somente para participar do encontro. “Esse é o terceiro ano em que participo. Venho mais pelas amizades e para conferir as apresentações”. Fã de motocicletas desde os 16 anos, ele acredita ter tido mais de 15 motos durante esse período. “Tenho carro, mas só uso para trabalhar e quando está chovendo, do restante prefiro a moto. Freqüento pelo menos uma vez ao mês eventos como esse”. Além de visitantes da cidade e região, o encontro também recebe motoclubes de todo o Brasil. Com 18 anos de existência e mais de 1,2 mil integrantes no País, o Abutre’s Moto Clube era um dos que estendiam sua bandeira na tarde de ontem, como forma de marcar presença. Sidão Abutre’s, 40, um dos integrantes, disse que o principal atrativo nesse tipo de evento é a possibilidade de confraternização, de “estar com os irmãos para falar sobre moto”. Ribeirão-pretano, ele gasta, em média, R$ 600 mensais para manter o hobby.

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