Prevenção salva 97% dos filhos de grávidas com HIV


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Noventa e sete por cento dos filhos de mães com HIV podem não desenvolver a doença. Para isso, é essencial que a grávida faça exames de rotina no pré-natal e, após confirmada a infecção, tome medicamentos que inibam a transmissão do vírus durante a gestação e parto. Nesse caso, a amamentação não deve ser feita. A transmissão, chamada de vertical nesses casos, acontece através do sangue da mãe e dos anticorpos que ela passa ao seu bebê. Após o nascimento, a tendência é que tanto o sangue da mãe quanto os anticorpos sejam substituídos por materiais formados pela própria criança. Com a descoberta de novos medicamentos e um pré-natal bem realizado, essa troca é potencializada. Assim, nos últimos anos, a possibilidade do repasse da doença de mãe para o filho caiu consideravelmente. Foi o que aconteceu com Marina*, que, soropositiva, teve dois filhos e não transmitiu a eles a doença. “Se for detectado o vírus do HIV no começo da gravidez, a mulher começa a tomar remédios e tem muitas chances de não transmitir a doença ao filho”, diz Antônio Jorge Salomão, coordenador do Centro de DST/Aids de Franca. Até meados dos anos 90, a possibilidade de contaminação era de 40%. Hoje, com os novos medicamentos, caiu para 3%. Segundo a Secretária de Saúde de Franca, quando confirmada a gravidez, entre os exames pedidos, está incluído o de HIV. “Se a mulher engravidou, e não foi pedido o teste de HIV, ela deve exigir, para se prevenir”, diz Salomão.

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