Um encontro realizado ontem de manhã na Fazenda Boa Sorte, em Restinga, marcou o aniversário de 10 anos do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra). O evento, que acaba hoje, abriu a discussão sobre políticas de reforma agrária no País e no Estado de São Paulo. Perto de 100 pessoas, a maioria de assentados locais, participaram do encontro que contou com a presença de Bruno Maranhão, líder nacional do movimento, que ficou conhecido pelo “quebra-quebra” ocorrido no Congresso, em junho do ano passado.
Uma das principais bandeiras do MLST, afirmou Dourival Souza de Oliveira, coordenador do encontro, é derrubar a aprovação do Projeto de Lei 578 do governador José Serra (PSDB), que pretende legalizar escrituras de propriedades situadas em áreas devolutas do Estado.
Bruno Maranhão, por sua vez, veio defender a empresa pública comunitária, projeto que visa comercializar a produção agrícola das famílias nos assentamentos do MLST.
Fundador do Partido dos Trabalhadores e do movimento pela anistia de presos políticos ao final do governo militar (1964-85), Maranhão foi preso no ano passado, acusado de comandar a invasão ao Congresso Nacional. No incidente, 41 pessoas ficaram feridas depois que um quebra-quebra se espalhou pelo salão verde da casa.
“Ninguém foi lá para quebrar nada; era uma passeata pacífica e democrática. O movimento não pode ser lembrado apenas por um fato como aquele”, disse.
O encontro termina hoje à tarde com a escolha de novos coordenadores.
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