Batataense é louco por velórios


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O que fazer quando não tem velório? Esta pergunta, no mínimo, estranha para a maioria das pessoas, é uma real dúvida para um batataense fanático por defuntos. Luís Roberto Squarisi, 43, enfrenta este ‘problema’ em média duas vezes por semana, quando as seis salas do Velório São Vicente de Paulo, de Batatais, permanecem vazias. Ele não perde um velório há mais de 20 anos. Neste período, calcula ter velado mais de 1,5 mil pessoas. “Desde a morte de meu pai”, disse ele. E olha que Luís Roberto não é funcionário de nenhuma funerária, SVO (Serviço de Verificação de Óbito), IML (Instituto Médico Legal), velório ou do cemitério. É por gosto mesmo e, ‘solidariedade’, segundo ele. “Eu vou aos velórios para levar conforto às famílias dos mortos”. Quando não há mortos, ele aproveita para passear pelo cemitério. “Sou um visitante muito assíduo”, orgulha-se.

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