A Prefeitura de Franca já gastou os R$ 11,3 milhões conseguidos com a venda da folha de pagamento dos servidores municipais para o Banco Real. O dinheiro, recebido no final do mês de outubro, foi utilizado, em grande parte, para o financiamento das obras de recapeamento promovidas pela administração municipal.
De acordo com Sebastião Ananias, secretário de Finanças da cidade, a destinação da verba estava prevista desde a assinatura do contrato, que ocorreu no fim de setembro. R$ 8 milhões foram investidos no recapeamento, R$ 2 milhões na compra do prédio da escola Pestalozzi no City Petrópilias e outros R$ 1,3 no custeio da máquina pública e obras menores. “Procuramos dar destino a esse dinheiro. Parado, ele representava prejuízo à sociedade de Franca”, disse, ressaltando que também receberam recursos “o acabamento da obra do Parque Zumbi dos Palmares, duas creches que estão sendo construídas e a drenagem de uma área no Jardim Dermínio”.
Ainda segundo o secretário, a compra do prédio da escola Pestalozzi, onde já funciona a escola municipal Aldo Prata, trará economia de R$ 9 mil mensais à administração pública, que alugava, antes, o espaço. “Deixamos de pagar aluguel. Foi um bom investimento para a cidade, que ganhou, ainda, uma área para o patrimônio. Isso mostra a vontade de investir da Prefeitura”, disse Ananias.
AS CONTAS
O contrato para operação das contas no Banco Real terá duração de cinco anos. O banco administrará as contas-salário de mais de 3,7 mil funcionários públicos, que representam um giro superior a R$ 6,6 milhões mensais.
Para os servidores, que passam a receber no Real a partir de dezembro, não haverá mudanças e a transfe-rência da conta será gratuita. Além disso, o prédio no Paço Municipal onde funciona o Banco do Brasil se transformará em agência do Real e nenhuma taxa terá de ser paga. “Não haverá nenhuma mudança nos serviços oferecidos ao servidor”, informa Ananias.
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