Os casos reais de homicídios que são levados a júri no Tribunal de Franca servem de inspiração para a advogada criminalista e colaboradora do jornal Comércio da Franca Thereza Rici, 72 anos, escrever seus livros. Ela lança seu segundo romance e quarta obra O Enigma de Clarice, editado pela Gráfica Ribeirão, hoje, para convidados, no Residencial Vale da Lua Azul. A partir de amanhã ele estará à venda na Livraria Martins e na Universo Cultural por R$ 15.
O Enigma de Clarice narra a história da advogada recém-formada Clarice que foi nomeada pelo juiz para defender um réu pobre, acusado de homicídio. Durante o processo, a advogada descobre que os autos da polícia não contam tudo o que realmente aconteceu e que o acusado só confessou o crime porque foi torturado.
Thereza conta que o direito criminal é fascinante. “Não é o bandido, o estuprador que é interessante. Mas em 95% dos casos de homicídio, os acusados não são bandidos. Eles cometem crimes por motivos sentimentais, emocionais, vingança. E a história real nunca está nos autos, as verdadeiras histórias estão fora, cabe ao advogado achá-las. A polícia não chega no fundo”.
Ainda atuante no direito criminalista, boas histórias reais estão prontas para serem transformadas em ficção não faltam para Thereza. Ela já está preparando seu próximo livro. “Vai mostrar o outro lado da repressão social que os adolescentes viviam na época dos anos 50 e 60 e do levante da mulher contra essa repressão. Vai ser um livro mais leve, mais emotivo e dentro de um contexto histórico mundial da segunda guerra”.
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