Não teve jeito. Mesmo com a pressão do gabinete sobre os vereadores, o projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que previa o benefício da meia-entrada para mais de 120 mil pessoas em eventos artísticos, culturais e esportivos realizados na cidade foi adiado por três sessões. A matéria bem que monopolizou as discussões de plenário, na sessão de ontem da Câmara, mas os parlamentares, receosos, recuaram e decidiram adiá-lo.
Rocha, na descrição do projeto, foca o cunho social, ressaltando ter a intenção de facilitar o acesso da população carente aos eventos. Porém, os promoters afirmam que não ficarão no prejuízo se a iniciativa for aprovada e que os valores dos ingressos poderão ser dobrados para simular o desconto. Com isso, 88 mil estudantes e professores, que hoje pagam meia, “perderiam” o benefício.
Até vereadores governistas, preocupados com o aspecto dúbio da matéria, ameaçavam votar contrários a ela. Graciela Ambrósio (PP), que pediu o adiamento, dizia-se insegura. “É complexo e envolve muita gente. Não dá para aprovar assim. Se a votação fosse hoje eu rejeitaria”, afirmou. Marcelo Caleiro (PMDB) foi além. “É um projeto absurdo. Um verdadeiro passa moleque. Eu sou e continuarei contrário”, disse.
OUTROS PROJETOS
As discussões começaram antes das votações dos projetos de lei. Gilson Pelizaro e Silas Cuba, ambos do PT, apresentaram uma moção de protesto contra Sidnei Rocha, que, no dia 6, disse no programa Bom Dia Prefeito, em sua rádio, a Hertz, que a população é “negativa, insegura e pessimista” e que os francanos têm “doença coletiva ou frustração”. A idéia dos petistas acabou rejeitada pelos outros 13 vereadores.
Entre as outras matérias, foi aprovada a cessão de uma área do Jardim Piratininga para que a Associação Caminhar, que atende pacientes de paralisia cerebral, construa sua sede. Também foram aprovadas todas as denominações de ruas e a alteração na Lei Orgânica para o possível aumento no número de vereadores para a próxima legislatura.
Por outro lado, o veto de Rocha à prorrogação do prazo para que aposentados peçam a isenção do IPTU foi mantido.
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