Estelionatal


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Já nem bem é Natal e as vitrines exibem belas guirlandas e pinheiros anunciando que o final do ano está próximo. Isto nos lembra que bônus salariais e adiantamentos de parcela do 13º estão a caminho dos nossos projetos e das listas de presentes das crianças para Papai Noel. Mas assim como nos contos dos irmãos Grimm, em que João e Maria, perdidos na floresta, encontram uma casa fantástica feita de doces e a ela perdidamente se entregam, muitos de nós, crescidos, nesta época do ano, se dão inocentemente a várias casas que parecem confeitadas. É notório o crescente número de casos de estelionato que estão surgindo. Não passa uma semana sem que se crie uma nova maneira de ludibriar o cidadão desatento. Os métodos e as histórias são cada vez mais engenhosos e convincentes tornando a atuação dos estelionatários digna de verdadeiras platéias. Recentemente a imprensa local noticiou estelionatos que até então acreditávamos só existirem na imprensa nacional. Há aquele da digna cidadã que após sacar seu recompensado dinheiro, confiou na prestatividade de um bem aparentado senhor que, dizendo-se funcionário do banco, ofereceu-se para corrigir a emissão que ele asseverou ser inferior ao valor que ela esperava, desaparecendo nos instantes seguintes com o dinheiro sacado pela vítima. A astúcia destes algozes que caçam o fruto do nosso suor incansavelmente é tamanha que qualquer fraqueza na vigilância ou de apetite financeiro leva facilmente à armadilha tão minuciosamente armada e genialmente executada. Estelionato é, na sua forma etimológica a derivação de ‘stellio’, qual seja o lagarto que muda de cores, iludindo os insetos de que se alimenta e está capitulado no art. 171 do Código Penal. Insurgindo no crime, normalmente a vítima acredita que está perante alguma situação verídica e de boa-fé entrega-se à farsa encenada perante ela. Há ainda os casos de conto-do-vigário, em que a vítima se depara com situações que a levam a crer que, se fraudar, obterá vantagem econômica. Na verdade, é o ingênuo cidadão quem está sendo fraudado. Compreendido basicamente como é o crime, resta saber como se defender dele. A melhor maneira de se proteger é aumentar a atenção e a precaução com seus dados, dinheiro e informações pessoais. Desconfie de oportunidades fantásticas de ganhar dinheiro ou de situações em que se o leitor puder fraudar, ganhará muito dinheiro, pois é desse apetite de ganhar que se aproveitam os estelionatários. A imprensa, por sua vez, tem importância primordial em alertar a população sobre eventuais estelionatos a fim de prevenir a sociedade, divulgando golpes e conjuntamente com a polícia, atuando contra estes golpistas que causam mal às pessoas de boa-fé. Ademais, contem sempre com a Polícia Civil para qualquer orientação. E não se esqueçam do conhecido ditado popular: “Quando a esmola é demais o santo desconfia”. BENEDITO CARLOS QUIODETO e DJALMA DONIZETE BATISTA são delegados de Polícia.

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