Elite da tropa


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Usando escudos balísticos, coletes e capacetes à prova de bala, integrantes do GOE empunham armas de grosso calibre: prontos para o combate
Usando escudos balísticos, coletes e capacetes à prova de bala, integrantes do GOE empunham armas de grosso calibre: prontos para o combate
É preciso suar no treinamento para não sangrar no combate. Foi com este lema que dois oficiais de elite da Polícia Nacional do Uruguai passaram a quarta-feira em Franca simulando táticas de defesa e ataque com agentes do GOE (Grupo de Operações Especiais). O objetivo do exercício foi trocar experiências e ajudar a capacitar os policiais civis de Franca para enfrentar grupos criminosos organizados. O GOE é uma unidade de policiais preparados para enfrentar situações de risco, como roubos com reféns, confronto com quadrilhas armadas, seqüestros e contenção de rebeliões. Os integrantes são submetidos a treinos freqüentes para se condicionarem. Ontem, receberam instruções do oficial-principal, José Luiz Suarez Texeira, encarregado da Escola de Armas e Tiro da Polícia Nacional do Uruguai, e do oficial-ajudante, Silvio Rene do Canto Quevedo, encarregado do Departamento de Instrução. Eles estiveram em visita oficial a Franca atendendo a convite do delegado Juscélio de Paula Silva Rego. O instrutor de tiro, Fábio Junqueira, também ajudou nas simulações. O dia dos agentes uruguaios e dos cerca de 30 policiais civis em treinamento foi cheio. Logo cedo, após assistirem a um vídeo institucional, participaram de atividades numa academia de artes marciais. Pouco depois, já estavam com os policiais francanos praticando rapel. Desceram as instalações do prédio da Justiça Federal, na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, usando cordas. No período da tarde, a equipe de elite se preparou com capacetes, escudos balísticos e coletes à prova de bala. Armados com espingardas, metralhadoras e fuzis, ocuparam uma pedreira em Restinga. Lá, simularam um combate, onde efetuaram centenas de tiros em alvos e lançaram bombas de efeito moral. Receberam dicas do policial Suarez de como deviam agir. “É preciso disciplina e demonstrar força. Mostrem que são guerreiros, que são melhores do que o Bope (Batalhão de Operações Especiais). Tem que impressionar. A gana é importante para um grupo especial. Ele vai a lugares que outros não vão, faz coisas que outros não fazem. Por isto, deve treinar sempre. O time tem que estar preparado. Se um morrer no combate, não serve”. [FOTO2] Durante as ações, os uruguaios ensinaram técnicas e chegaram a advertir policiais que cometeram falhas no manuseio de armas. No fim, fizeram todos “pagar” duas dezenas de flexões de braço, momento em que demonstraram invejável condicionamento físico. Comandante do GOE, o delegado Wanir José da Silveira Júnior disse que a troca de experiências foi positiva e resultará em benefícios para a Polícia Civil local. Para ele, seus homens estão cada vez mais preparados para o combate. “Não vamos fugir de confrontos. Se necessário, morreremos em combate, mas, preferencialmente, mataremos em combate”. O delegado seccional, Maury de Camargo Segui, afirmou que continuará promovendo intercâmbios entre seus policiais e agentes de outras forças de segurança do País e exterior. “O delegado Juscélio já esteve no Uruguai e pretendemos mandar outros policiais para vivenciar situações e trocar experiências. Sempre temos algo a aprender. Queremos fazer com que Franca tenha uma polícia de nível internacional, com técnicas, armamento e vestimentas”. Os policiais uruguaios José Luiz Suarez Texeira e Silvio Rene do Canto Quevedo seguem nesta quinta-feira para Ituverava, onde conhecerão a delegacia da cidade, e, em seguida, voltam para o Uruguai.

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