Justiça manda MST deixar área invadida em Batatais


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A Fazenda Batatais, antiga área da Febem na cidade, deverá ser desocupada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) ainda hoje. Os mais de cem militantes acampados no local há uma semana têm até as 14 horas para deixar a área. Se as famílias não saírem no prazo, a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança de Batatais estudarão uma ação de desocupação, a fim de cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse. Anteontem, um oficial de Justiça, acompanhado por agentes da Guarda Civil Municipal, entregou a ordem judicial a um dos integrantes do MST. Eles foram notificados da liminar de reintegração de posse concedida pela Justiça de Batatais e não concordaram com o prazo de dois dias para deixar a fazenda. “Por enquanto, a decisão é que não vamos sair”, disse Zélia, uma das líderes do movimento, na tarde de ontem. De acordo com ela, ontem à noite aconteceria uma reunião em que seriam decididos quais procedimentos adotariam quanto à ordem judicial. “Por enquanto estamos correndo atrás de soluções”. Outro líder do MST, que se identificou como Isaías, também disse que não há definições quanto à desocupação. “Vamos tentar derrubar a liminar, conversar com o juiz, tentar mostrar que 48 horas é muito pouco tempo. Ainda não sabemos ao certo o que fazer”, afirmou Isaías. As terras são de propriedade do governo do Estado e foram destinadas ao Itesp (Instituto de Terras de São Paulo), que desenvolve ali um projeto de assentamento de pequenos produtores agrícolas de Batatais. Os militantes justificam a ocupação alegando que a área foi desapropriada em fevereiro de 2005, conforme decreto assinado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB), para fins de reforma agrária. A terra, portanto, não estaria cumprindo a sua função social, já que até agora nenhuma família foi assentada. 7 DIAS Hoje completa uma semana que os integrantes do MST ocuparam a Fazenda Batatais. Há cerca de 30 barracos onde estão acampadas mais de cem pessoas. A ocupação aconteceu durante a madrugada de quinta-feira, dia 15, de forma pacífica. O grupo é o mesmo que ocupou outra fazenda da região, a Miraflor, na Estrada Velha Franca/Batatais durante três meses. Eles só deixaram o local depois que os proprietários conseguiram a reintegração de posse na Justiça. Para invadir o local os militantes abriram uma passagem na cerca às margens do entorno da Rodovia Cândido Portinari, Km 350 + 400 me-tros, por onde começaram a montar as suas barracas. É a segunda vez que o MST ocupa o local. A primeira ocupação aconteceu em 2004 e os integrantes foram obrigados a deixar a área após um pedido de reintegração de posse em janeiro de 2005.

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