Quem passa pelo Hospital São Joaquim nos últimos meses observa um ambiente bem diferente do habitual. A recepção foi transferida para um local provisório, a entrada principal está cheia de andaimes e alguns setores estão fechados e em obras. O atendimento, no entanto, em nenhum caso foi paralisado. A placa, já no começo, pede desculpas ao usuário pelo transtorno e informa: estamos em reformas para melhor atendê-los. Trata-se da maior transformação do hospital desde seu surgimento, em 19 de outubro de 1990.
Com inauguração prevista para o dia 18 de janeiro, a direção da Unimed Franca preparou um Plano Diretor para adequar o espaço e melhorar a qualidade de atendimento do Hospital. Entre as mudanças, estão a separação do prédio de acordo com o atendimento, com entradas independentes para os setores de diagnóstico e internação. Para preparar o projeto, a diretoria aliou as mudanças necessária e analisadas por especialistas, com solicitações feitas por usuários. Com isso, se espera oferecer maior praticidade dentro do prédio, com os visitantes se dirigindo diretamente à área de interesse, ao invés de passar desnecessariamente por outros setores.
Algumas das sugestões dadas por seus freqüentadores são a criação de uma área para a alimentação, a Cafeteria São Joaquim, que terá um cardápio desenvolvido por nutricionista, e uma capela de 40 metros quadrados, onde os pacientes e visitantes poderão ter um espaço para reflexão. O prédio ganhará uma nova fachada, além de mudanças da recepção, que possibilitará a adequação que o hospital espera fazer no direcionamento direto do visitante à área de interesse.
Além disso, a Unimed quer apostar na humanização do ambiente. “Estamos tirando a característica de espaço triste”, diz o diretor hospitalar da Unimed, Élson Rodrigues. Para isso, um ambicioso projeto paisagístico está sendo desenvolvido por especialistas, com a substituição de janelas e mobiliários, além da implementação de espaços verdes. Os banheiros também estão passando por modificações para se adequar a padrões e normas da vigilância sanitária, com portas com aberturas para fora e espaço para deficientes físicos.
O setor de maternidade, por exemplo, está sendo totalmente repensado para oferecer um novo ambiente para as mães e os recém-nascidos. “Os quartos da maternidade, por exemplo, terão cara de hotel”, diz Élson. Além disso, uma estrutura especial para o amamentação foi pensada, com um padrão de higiene para a preparação dos alimentos.
O diretor hospitalar ressalta que não se trata apenas de mudanças físicas, mas também de infra-estrutura. “Não é só perfumaria”. Entre as inovações estão novos aparelhos de ressonância magnética e tomografia. “No ano que vem os investimentos em diagnósticos e terapia vão causar grande impacto na cidade”.
O hospital ganhará ainda o serviço de quimioterapia e hemodiálise, que hoje são feitos em outros locais. Para toda essa estrutura, um montante de R$ 5 milhões está sendo investido entre os anos de 2004 e 2008, respectivamente ano de início e de conclusão das obras. Tal investimento, comenta Élson, foi possível por causa de um rigoroso planejamento, onde foi estipulado o que poderia ser feito sem que se afetasse o atendimento do hospital, que não paralisou nenhuma de suas ações por causa das obras que estão sendo feitas.
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