Derrame de dinheiro


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O consumidor recebe este mês a primeira parcela do décimo terceiro salário, dinheiro mais que merecido. Alguns sacaram o Fundo Garantia em razão das chuvas. A verdade é uma só: há um verdadeiro derrame de dinheiro às vésperas do Natal na mão do consumidor. Mas o que fazer com o ‘extra’? A idéia é sugestionar opções para um consumo consciente. O mais importante é fazer um planejamento de gastos. A prioridade deve ser a quitação de dívidas. Com dinheiro na mão, é possível conseguir um bom desconto para pagamento à vista. Algumas empresas têm feito campanha para quitação de dívidas e exclusão do nome do SCPC. Cuidado. É preciso verificar a taxa de juros embutida na dívida. Geralmente é abusiva, e, se negociar parcelamento, exija documento escrito. A loja é obrigada a retirar o nome do consumidor do SCPC com o pagamento da primeira parcela. Pagas as dívidas, planeje os presentes de Natal. Obviamente que pesquisar preços é a melhor forma de poupar, pois existe uma variação grande entre lojas. Quando encontrar o produto mais barato é importante pechinchar para pagamento à vista. A compra a prazo deve ser feita com cautela, primeiro porque os juros são geralmente exorbitantes, segundo porque o consumidor entrará em 2008 com dívidas e nem sempre há garantia de emprego. Lembre-se: depois das compras vem o pagamento de IPTU, IPVA, matrículas escolares, anuidade de categorias profissionais (OAB, CRM, CREA, etc.), dentre outras. Então é importante fazer uma reserva e não gastar tudo no final do ano. O consumidor deve exigir sempre a nota fiscal para usufruir futuramente da garantia do produto e também porque no preço do produto já está embutido o imposto que o comerciante paga ao Estado. Então se você não exigir a nota fiscal, o comerciante sonega e aumenta seu lucro, mas o dinheiro não retorna ao consumidor. Se exigi-la, o Estado recebe o imposto e você recebe serviços públicos como contraprestação. Avalie ainda a loja em que pretende comprar. Se ela respeita os seus direitos, se possui reclamações no Procon (basta telefonar ao Procon para obter a informação), se emite nota fiscal, se respeita os direitos de seus funcionários e os direitos ambientais do cidadão. Algumas empresas ainda insistem em não aceitar cheque de conta recente, em não ‘passar’ o preço à vista no cartão, em não consertar o aparelho com defeito no prazo de trinta dias, em enviar o nome do consumidor ao SCPC indevidamente, em aplicar taxas de juros exorbitantes e várias outras violações ao Código de Defesa do Consumidor. Dê um basta! Denuncie ao Procon e ao Ministério Público. Consuma com consciência! Afinal de contas seu dinheiro foi conquistado a duras penas, com muita transpiração. Valorize-o. Não compre por impulso. Do contrário, corre-se o risco do dinheiro sair do bolso do consumidor direto para o ralo!!! ABUSO DE HOTÉIS Alguns hotéis desrespeitam o consumidor em seus direitos. Eles proíbem o acesso do cliente portando água, refrigerante e outros alimentos. Ora, é um abuso! O hotel não pode proibir o consumidor e forçá-lo a adquirir o produto, geralmente mais caro, do hotel. Com a atitude, o hotel fere a liberdade de escolha, o consumidor deve ter a liberdade em optar pela compra fora do estabelecimento comercial e consumi-la onde bem entender. E A ALPHA? Há dois anos, uma empresa que promovia formaturas quebrou! Os estudantes desiludidos perderam dinheiro e muitos ficaram até sem a tão sonhada festa de fim de curso. Mas e hoje, como estão as festas de formatura? E as empresas que promovem este tipo de evento? É preciso tomar cuidado quando contratar empresas do ramo e não fazer pagamento adiantado, verificar muito bem o contrato e a idoneidade financeira da empresa, porque do contrário, corre-se o risco de enfrentar problemas. SHOPPING OU CENTRO Em toda cidade grande, há sempre a dúvida: comprar no Shopping ou no Centro? Esta velha polêmica também ocorreu em Franca. Geralmente no shopping há um conforto maior: praça de alimentação, estacionamento, concentração de lojas no mesmo espaço, mas o Centro também tem suas vantagens: os preços em regra são menores, há mais opções de lojas, mais opções de pagamento. Na minha opinião, deve-se pesquisar os preços no Shopping e no Centro e pechinchar ao máximo para pagar à vista. Qual sua opinião? CÃO-SUMIDOR Um leitor assíduo da coluna, o senhor Edson Nery, indignado com as lesões em seus direitos no dia-a-dia, disse que o consumidor é tratado igual a cachorro sem dono por muitos fornecedores. Aí veio a sugestão: muitas vezes somos cão-sumidores! Concordo plenamente com ele. Devemos ter cuidado pra carrocinha não nos pegar! E você, já foi tratado como cão-sumidor?

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